Reiniciadas negociações na Penitenciária Feminina de SP

Foram reiniciadas nesta manhã as negociações para tentar libertar as reféns que estão em poder de presas amotinadas da Penitenciária Feminina do Estado de São Paulo, no Carandiru, zona Norte da capital paulista. Integrantes da Pastoral Carcerária, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos e representantes da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária estão participando das conversações com as rebeladas. A rebelião já dura mais de 19 horas. A Polícia Militar também está participando das negociações e pede que as presas apresentem as reféns. Das 670 presas que estão no local, pelo menos 100 estão rebeladas e mantendo oito reféns, a maioria funcionárias do presídio, que tem capacidade para 410 pessoas. As rebeladas exigem ainda que a Tropa de Choque não faça uma revista rigorosa, após o fim do motim. Durante a rebelião, uma detenta morreu após ser esfaqueada. Uma disputa entre facções criminosas teria sido o motivo para o início do motim, ontem à tarde, após um grupo ter recebido ordem para assassinar duas presas. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que a detenta Quitéria Silva Santos, de 35 anos, foi atacada por rivais. Ela chegou a ser levada para um pronto-socorro, foi transferida para a Santa Casa, mas não resistiu. A energia elétrica do presídio foi cortada.

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