Reprodução Google Street View
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Reitor da Universidade Luterana do Brasil é condenado por fraude no ensino a distância

Dois ex-professores também foram condenados pela Justiça do Rio Grande do Sul; universidade nega irregularidades

Luciano Nagel, Especial para O Estado 

29 de setembro de 2017 | 11h37

PORTO ALEGRE - O reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Marcos Fernando Ziemer e os ex-professores Ricardo Prates Macedo e Airton Pozo de Mattos foram condenados pela Justiça do Rio Grande do Sul por fraude na Educação a Distância (EaD) da instituição.

A decisão foi do juiz Fábio Hassen Ismael, da 2ª Vara Federal do município de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. 

Os réus são acusados de aprovar os alunos matriculados em cursos de EaD sem correção de provas. O reitor da Ulbra, Marcos Fernando Ziemer foi condenado a cumprir pena de três anos e dez meses de reclusão em regime semiaberto, no entanto, a pena foi substituída por serviços prestados a comunidade além de multa.

Em nota, a Ulbra afirma que afirma que "a responsabilidade atribuída ao reitor encontra-se equivocada, e isto está sendo demonstrado junto ao Tribunal, pois a Instituição possui autonomia universitária e pode estabelecer a forma de avaliação da aprendizagem. Tanto que sequer lhe foi aplicada qualquer sanção pelo MEC e a EaD da ULBRA foi devidamente recredenciada pela Portaria MEC nº 1222, de 20 de setembro de 2017".

 

A reportagem tenta contato com os advogados dos ex-professores da universidade, Ricardo Prates Macedo e Airton Pozo de Mattos para se manifestarem sobre a decisão judicial.

No último dia 14, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancellier de Olivo foi preso por irregularidade também relacionada a cursos de Educação a Distância (EaD).  O caso dele, no entanto, envolvia sipostos desvios de recursos para cursos desta modalidade. 

 

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