Relação com EUA não muda muito

Na relação com os Estados Unidos, não se esperam grandes mudanças no governo Dilma. A política externa da presidente deve aprofundar ainda mais a opção pela América do Sul, enquanto a relação com a China e a expansão da influência brasileira na África ganham destaque.

, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2010 | 00h00

A relação com os EUA ficou muito estremecida por causa do episódio Irã. Em maio, o Brasil mediou um acordo, ao lado da Turquia, para tentar evitar sanções na ONU contra o programa nuclear iraniano. Os EUA rejeitaram de forma taxativa o acordo e se irritaram. "Essa atuação atingiu as pretensões brasileiras a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, porque solapa as próprias fundações do CS", disse um integrante do governo americano. A Casa Branca enviou um convite para Dilma se encontrar com o presidente Barack Obama antes da posse. A visita seria importante para marcar um "recomeço" nas relações e reativar contatos de alto escalão, congelados desde maio. "Nossa esperança é aprofundar a relação bilateral e começar a trabalhar o mais rápido possível", diz.

Mas Dilma fez saber à Casa Branca que não iria aos EUA antes da posse "por conflitos de agenda". A percepção é de que, com a mudança de governo, "a relação naturalmente vai melhorar", diz um interlocutor da presidente. A presidente poderia até visitar os EUA no começo do mandato, depois de viajar pela América do Sul.

A diversificação de mercados do governo Lula e a integração com a América do Sul são vistas como um grande trunfo, que ela pretende manter, diz Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência. Os investimentos na África também ganham importância. A cooperação técnica internacional - transferência de tecnologia da Embrapa para a África, parceria em etanol e Bolsa-Família - também é um xodó do mais cotado para assumir o Itamaraty, o embaixador Antonio Patriota.

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