Relatório sobre italiano preso sairá na sexta

Imagens de barraca ainda serão analisadas; 12 pessoas foram ouvidas

Carmen Pompeu, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

O turista italiano acusado de abusar sexualmente da própria filha de 8 anos, na piscina da barraca de praia Croco Beach, em Fortaleza, segue internado com crise de pressão alta. Até ontem à noite, a juíza Maria Ilna de Castro, da 12ª Vara Criminal do Ceará, ainda não havia analisado o pedido de anulação do flagrante feito pelo advogado do estrangeiro, Flávio Jacinto.

A delegada que preside o inquérito, Ivana Timbó, da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), ouviu ontem quatro testemunhas - dois monitores da piscina, uma garçonete e o gerente da barraca onde o caso ocorreu. Para preservar a criança, ela não revela o que disseram as testemunhas. Até agora, segundo a delegada, foram ouvidas 12 pessoas. Para encerrar as investigações, ela precisa colher o depoimento de mais um funcionário da barraca. O relatório final será concluído na sexta-feira e não na quinta, como a delegada havia informado.

Pai pedófilo ou carinhoso? Um simples "selinho" entre pai e filha ou carícias íntimas? A delegada não deu nenhuma pista para a solução do caso, que foi parar na delegacia após denúncia de um casal de turistas brasileiros que estava na barraca, na terça-feira da semana passada.

"Justiça seja feita. A família (do italiano) se apresenta como uma família normal" - esse foi o único comentário feito pela delegada. De acordo com Ivana, a mãe da criança, uma brasileira de 38 anos, mostrou-se "equilibrada", "discreta" e "educada" ao relatar a vida levada por ela, a criança e o marido, empresário da construção na Itália.

As imagens do circuito interno da barraca foram entregues à delegada ontem. Ela disse que ainda não teve tempo para analisar o material. "Estamos tendo o maior cuidado para não formar uma opinião errada perante a sociedade. O fato de ser um estrangeiro, para nós, não tem a menor importância. Não somos xenófobos. Ao contrário. Estamos analisando o fato, buscando a verdade para não cometer injustiças", disse Ivana.

O casal que fez a denúncia ainda não foi ouvido. Ivana disse que está satisfeita com o depoimento colhido pelo delegado Barbosa Filho, que registrou o flagrante. A mãe da criança reafirma que tudo não passou de um "lamentável engano".

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