Relógio da Paulista fica. Sem logotipo

Comissão que regulamenta o Cidade Limpa decide que banco terá de retirar sua marca do Conjunto Nacional

Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 00h00

O relógio luminoso instalado no início dos anos 1960 no alto do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, vai sobreviver à lei Cidade Limpa, mas não intacto. A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana decidiu, ontem, que a logomarca do Banco Itaú, instalada em 1975, terá que sair. O argumento de que o equipamento, depois de tombado em 2005, passou a ser um bem de valor cultural não foi aceito por completo."A estrutura pode até ter sido tombada com o Conjunto Nacional, mas a logomarca não foi. Terá que ser apagada", disse a diretora de meio ambiente e paisagem urbana da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Regina Monteiro. Ela ressalta que as alternativas para o local ainda serão discutidas com o Itaú. A Assessoria de Imprensa do banco informou que só vai se posicionar sobre o assunto depois que a empresa receber a decisão formal da comissão. Inicialmente, o Itaú pediu a permanência de cinco letreiros na capital. Antes da reunião de ontem a empresa voltou atrás em dois deles: um localizado na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e outro na Praça Ramos. O mesmo fez o Unibanco que havia encaminhado dois pedidos à CPPU. A empresa colocou os equipamentos à disposição da Prefeitura para anunciar as condições do trânsito, hora e temperatura. Os outros casos em análise, como o do Bicbanco, do Banco Safra e do Mackenzie, também foram negados.Os critérios fixados pela comissão para uma publicidade virar ponto de referência são: antiguidade (mais de 30 anos), referência para a cidade e harmonia com a paisagem. J á as pequenas casas de espetáculos tiveram uma decisão positiva por parte da comissão. A CPPU aprovou que cada uma delas seja avaliada individualmente. O problema era que o tamanho da fachada dos prédios que se enquadrariam no decreto não tinha sido definido. A lei determina apenas que os banners ou pôsteres indicativos de eventos culturais não ultrapassem 10% da área da fachada "Isso realmente precisava ser revisto porque a determinação tratava apenas de prédios grandes. Os menores foram prejudicados", disse Regina Monteiro. Mas nem todas as pendências da Lei Cidade Limpa foram resolvidas nesta primeira reunião da CPPU. A situação do relógio construído em 1935 na Praça Antônio Prado, no Centro, não foi definida pelos representantes da comissão.O Brasilino, boneco propaganda das Fábricas Móveis Brasil, não foi discutido. Segundo Regina Monteiro, ninguém entrou com processo para a manutenção da antiga publicidade na lateral do edifício Tapajós, na Rua Teodoro Sampaio. Mas ainda dá tempo. Para inscrever uma peça, é preciso mandar e-mail para cidadelimpa@emurb.com.br ou ir até uma das subprefeituras.

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