Representante do ''Clarín'' ataca lei argentina

O gerente de Assuntos Regulatórios do jornal argentino Clarín, Hérnan Verdaguer, criticou duramente ontem a Lei de Serviços de Comunicação aprovada pelo Congresso da Argentina por proposição do Poder Executivo, mas atualmente suspensa pelo Poder Judiciário. Ele reclamou que as mudanças propostas proibindo, por exemplo, que uma mesma empresa tenha, ao mesmo tempo, licenças para TV aberta e TV a cabo na mesma localidade, não têm precedente em nenhum lugar do mundo e tiram "escala" do negócio.

RIO, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2010 | 00h00

"Os meios estatais são os que florescem, não têm nenhuma restrição para transmitir em cadeia", declarou ele, no evento Liberdade de Expressão. Ele chamou a mudança de "falsa democratização". Pela nova lei, só o Estado poderia transmitir em nível nacional. Segundo Verdaguer, em um mundo globalizado a ausência de escala cria dificuldades para competir frente a "players" globais.

Verdaguer também criticou a regra que impede que um operador de canal a cabo na Argentina concentre mais de 35% do número de assinantes. Ele afirmou que a mudança atenta contra a escala e tem poucos precedentes em nível internacional. "Nos Estados Unidos há limitação similar, mas está sendo desafiada em cortes judiciais", afirmou. Ele também criticou a redistribuição de publicidade oficial por critérios políticos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.