Representante francês se reúne com parentes de vítimas

Chegada de embaixador coincide com anúncio de que seguradora da Air France entrou em contato

Efe,

13 de junho de 2009 | 19h05

O inspetor-geral da Chancelaria francesa, Pierre-Jean Vandoorne, se reuniu neste sábado, 13, no Rio com parentes de algumas das vítimas do acidente do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico para oferecer ajuda em relação aos trâmites administrativos.

 

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Vandoorne, designado como representante do governo francês nas relações com os familiares das vítimas, disse que sua função é buscar formas de facilitar os procedimentos administrativos que os parentes terão que encarar nos 32 países em que moram, entre os quais está a obtenção de certidões de óbito.

 

"Tentamos coordenar, nos 32 países envolvidos, a melhor forma de atender aos pedidos das famílias em termos administrativos", disse o embaixador francês, depois de se reunir em um hotel do Rio com parentes de cerca de 20 das vítimas.

 

A chegada do embaixador francês ao Rio coincidiu com o anúncio da Air France no Brasil de que a seguradora da companhia aérea já entrou em contato com os parentes das vítimas para iniciar os procedimentos correspondentes às indenizações.

 

"Neste mesmo sábado vou viajar para o Recife para conversar com as autoridades brasileiras que estão encarregadas das buscas e das investigações em curso, principalmente sobre os procedimentos de identificação", afirmou o diplomata francês.

 

O embaixador explicou que, após o Recife, irá a Brasília para conversar com representantes do Ministério da Justiça sobre o mecanismo criado pelo Brasil para que o Estado sirva de mediador nas negociações sobre indenizações entre vítimas de um acidente aéreo e a companhia responsável.

 

Vandoorne afirmou que, na reunião com os familiares das vítimas, conversou sobre seu luto, as buscas em curso e os assuntos relativos ao estado civil das "pessoas desaparecidas".

 

Ele acrescentou que nenhum dos familiares perguntou sobre as indenizações, pois sua prioridade é a localização e identificação dos corpos. "Compreendo a dor dessas pessoas e sua impaciência em saber a verdade", afirmou.

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