Reprovados alegam falhas pontuais

Justificativas recaem sobre máquinas e funcionários e processo será revisto

, O Estadao de S.Paulo

06 Agosto 2009 | 00h00

Os responsáveis pelos restaurantes com nota ruim no quesito higiene dos pratos, talheres e bandejas afirmaram estar surpresos com o resultado da avaliação feita pela Associação Pro Teste e atribuíram falhas pontuais ao baixo desempenho. A alegação foi a de que os itens avaliados passam por rigoroso processo de higienização e os funcionários são treinados para seguir normas internas de boas práticas. Apesar disso, prometeram rever os processos.A nutricionista da rede Divino Fogão, que na capital tem restaurantes com as marcas São Paulo e São Paulo I, Andrea Chiarella, ressaltou que "há procedimentos para todos os utensílios". "Usamos máquina industrial que lava pratos, talheres e até as bandejas com água quente e produtos específicos para a higienização. Depois da lavagem, esses itens passam por uma solução clorada." A nutricionista garante que já entrou em contato com as unidades avaliadas para detectar possíveis erros. "Vamos ver o que está ocorrendo com a desinfecção e, se for o caso, aumentar a dosagem da solução utilizada para esterilização dos talheres, bandejas e pratos."A rede de restaurantes Mister Sheik, com duas lojas avaliadas pela Pro Teste, teve resultados diferentes. A unidade do Shopping Metrô Tatuapé foi a pior em todos os itens e, segundo Abirailton Pádua Cunha, gerente de Operações da rede, foi fechada no mês passado. "Se o teste tivesse sido feito em outro momento, talvez os resultados fossem diferentes."Simone Santana, gerente de qualidade da International Meal Company (IMC) e responsável pela rede Viena, que teve três restaurantes reprovados pelo teste, afirmou que os funcionários passam por treinamentos periódicos e as unidades trabalham com "procedimentos operacionais padronizados". Simone afirmou ainda que a rede está investigando a possibilidade de falha interna para justificar a contaminação atestada.MÁQUINASAcompanhamentos no processo higiênico dos utensílios usados na cozinha também são frequentes na rede Kappa Gourmet. É o que garante seu supervisor operacional, Michel Okamoto. "Mensalmente fazemos testes laboratoriais com amostras retiradas dos alimentos, talheres e pratos e sempre o resultado tem sido satisfatório", disse. Mesmo assim, Okamoto não descartou a possibilidade de falha humana. Já Ricardo Shimohirao, um dos sócios da rede Coração Mineiro, que teve dois restaurantes avaliados, questionou as condições do teste e a eficiência das máquinas de lavar. "Os utensílios não são manuseados pelos funcionários. Vou entrar em contato com os fornecedores dos produtos químicos utilizados em nossas máquinas para verificar o que pode ter dado errado", disse. "As máquinas foram feitas para esse tipo de trabalho e deveriam higienizar os utensílios perfeitamente", completou o gerente do restaurante Máfia da Pasta, Devanil Gregório Leite, que pretende pedir outra análise para a Pro Teste. A reportagem procurou, mas não conseguiu contato com os demais restaurantes reprovados no levantamento da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.E.P.

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