Resgatados corpos de helicóptero que caiu no mar

Com o resgate dos corpos das cinco vítimas da queda do helicóptero na Bacia de Campos, a Petrobras começou a içar nesta segunda-feira o aparelho, que estava a 820 metros de profundidade. O trabalho foi iniciado à tarde e deveria durar doze horas. Só a análise do que for encontrado da aeronave poderá mostrar o que causou o acidente, segundo a Petrobras.Na operação para retirar o helicóptero do fundo do mar está sendoutilizado um robô com braços mecânicos, assim como foi feito naretirada dos corpos. Para recuperar a aeronave ou partes dele, foinecessário o uso de um cesto de nove metros de altura por três delargura. Os técnicos temem que o aparelho esteja muito danificado. Todo o material será analisado pela Aeronáutica, que deve emitir umlaudo preliminar sobre o acidente em 15 dias. Já o resultado final daperícia só deve sair em 90 dias. O rotor do helicóptero, que se soltouquando a aeronave se chocou contra o mastro do navio Toisa Mariner, já está com a Aeronáutica. A Petrobras instaurou uma comissãointerna, que vai apurar se houve falhas no esquema se segurança.A operação de resgate dos corpos durou cerca de dez horas e foi realizada graças ao uso de um robô com braços mecânicos, que cortou os cintos de segurança que prendiam os tripulantes. O helicóptero estava de cabeça para baixo, o que dificultou o trabalho. Do aparelho, os corpos foram içados por uma cesta e levados para o navio Toisa Mariner. Segundo a Petrobras, um robô jamais havia sido utilizado em operações de resgate de vítimas.Os corpos foram facilmente reconhecidos porque estavam bemconservados, graças à baixa temperatura da água. Os enterros doco-piloto, Marcos Miranda de Souza, e de Cesar Marques de Oliveira,empregado da Petrobras, foram ontem à tarde no cemitério Jardim daSaudade de Sulacap. O corpo do escocês Kenneth Ward, da empresa Stolt Offshore S.A., prestadora de serviço à estatal, seguiria para São Paulo e, de lá, para a Escócia. O sepultamento de Juliano Alves da Silva, da empresa Mycom, outra prestadora de serviço, seria em Barra do Piraí, no interior fluminense. O trâmite para a liberação do corpo do piloto, Cláudio Belloni, é mais demorado, já que ele será cremado. O acidente aconteceu ocorreu na tarde de sábado. O helicótero, de prefixo PT YVM, da empresa BHS (Brazilian Helicopter Service), se chocou contra o mastro do navio Toisa Mariner, da Petrobras, quando tentava pousar no heliponto da embarcação. A aeronave afundou a 110 metros da costa. O pai do piloto Marcos Miranda, Gregório Rodrigues de Souza, 50 anos, que também comanda helicópteros que voam sobre a Bacia de Campos, acredita que o acidente foi uma fatalidade. Ele disse que pretende continuar trabalhando na região.

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