Resgatados seis corpos do acidente na Baía de Guanabara

A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro já resgatou seis dos oito corpos desaparecidos após choque entre o barco pesqueiro Costa Azul e um navio mercante Roko, de bandeira das Bahamas, na noite de terça-feira, 17, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.Cerca de trinta mergulhadores retomaram na manhã desta quinta-feira, 19, o trabalho de resgate dos últimos dois corpos que estão presos ao barco pesqueiro. Assim que os corpos forem resgatados, o que sobrou do barco será içado. O quinto corpo foi localizado às 23h20 da quarta-feira, 18, e o sexto foi resgatado no início da madrugada desta quinta-feira.A traineira Costa Azul, um pesqueiro adaptado para embarcação de mergulho, que tinha 12 pessoas a bordo, ficou destruída e está a 37 metros de profundidade. O barco pertencia à TEC-SUB Engenharia Subaquática, de Santos.AcidenteO acidente aconteceu por volta das 23h30 de terça-feira, 17, quando o Costa Azul chocou-se lateralmente com um navio cargueiro que entrava na Baía da Guanabara. A tripulação do barco seguia para Jurujuba, em Niterói, onde iriam reabastecer a embarcação. Quatro tripulantes do Costa Azul foram resgatados com vida. No momento do acidente os quatro conversavam na parte de trás da embarcação e pularam no mar.Os outros, segundo os seobreviventes, dormiam dentro do barco, que foi atingido na lateral pelo bico do navio vargueiro e virou.O navio cargueiro Roko, com a bandeira das Bahamas, um frigorífico de 180 metros, entrava na Baía de Guanabara vindo de Itajaí, em Santa Catarina e seguiria para a Ucrânia após reabastecer na Baía de Guanabara. O acidente aconteceu a dois quilômetros da ponte Rio-Niterói e a um quilômetro do município de Niterói.InvestigaçõesOs quatro sobreviventes - Eduardo da Silva Pinto, Tiago Batista Barros, Eliezer Chaves Oliveira e André Luiz Lorenzeti, depuseram na Capitania dos Portos, nesta quarta-feira.Além deles, o comandante do cargueiro, Vladmirs Gruserviskis, e seu imediato também prestaram depoimento. Na manhã desta quinta, depõe o prático, profissional responsável por guiar grandes embarcações na Baía de Guanabara e que estava no navio no momento do acidente. O inquérito tem prazo de 90 dias para ser concluído. O comandante da Capitania dos Portos, capitão-mor-de-mar-e-guerra Antônio Monteiro Dias, informou na noite de quarta-feira que a colisão se deu entre a proa (parte anterior do navio) e o lado esquedo da traineira. Em tese, seria incompatível com as rotas das embarcações, a não ser que o barco tivesse tentado manobrar para evitar a colisão. Segundo ele, o barco levou de três a quatro minutos para afundar.Matéria ampliada às 09h00

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