Resgate localiza corpo de vítima de naufrágio no Rio

As equipes de resgate da Marinha e das Forças Armadas que trabalham no resgate de 8 vítimas do choque entre o barco pesqueiro Costa Azul e um navio mercante Roko, de bandeira das Bahamas, na noite desta terça-feira, 17, localizaram o corpo de uma das vítimas no início da tarde desta quarta-feira, 18. O nome, porém, ainda não foi divulgado.Dos 12 tripulantes do pesqueiro, quatro conseguiram pular antes que ele afundasse e foram resgatados com vida na madrugada desta terça. Os quatro sobreviventes estiveram na Capitania dos Portos e deixaram o local no início da tarde, sem falar com a imprensa. O comandante e o timoneiro do navio,que são das Bahamas, ainda prestavam depoimento no local por volta das 14h45 no inquérito aberto para apurar as causas do acidente.Por volta das 17 horas, o almirante e o contra-almirante do navio Roko também chegaram depor. Cinco mergulhadores e três tripulantes permanecem desaparecidos. Os mergulhadores foram identificados pela empresa TEC-SUB Engenharia Subaquática. São eles: Oswaldo Antunes do Prado,de 61 anos; Erivelton Azevedo da Silva,de 25; Esmeraldo José Moreira, de 60; Jocimar Neves Marques, de 35; e Panaioti de Oliveira Nitrogianis, de 37 anos. Os nomes dos três tripulantes não foram divulgados. InvestigaçãoA investigação tem prazo de 90 dias para ser concluída. O cargueiro que colidiu com o barco é um frigorífico com cerca de 180 metros de cumprimento e está fundeado próximo à Ponte Rio-Niterói. A licença para que a embarcação deixe as águas brasileiras foi suspensa para que os tripulantes colaborem com a investigação.Segundo o capitão dos portos no Rio, Antônio Monteiro Dias, o navio seguia do Sul do Brasil para a Ucrânia e entrou na Baía de Guanabara para abastecer. De acordo com o capitão, uma convenção internacional estabelece que embarcações que avistem outras pela direita são obrigadas a manobrar. O oficial afirmou que ainda é cedo para concluir qual das duas embarcações pode ter errado.No entanto, pela posição do acidente, provavelmente o erro foi do pequeno barco, que foi atingido na lateral e virou, afundando em seguida. "De acordo com a minha experiência, a maior parte dos acidentes no mar acontece por falha humana", disse Dias.Matéria atualizada às 17h50 para acréscimo de informações

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