Resgate teme desabamento,retira combustível de local de acidente

Além do trabalho de remoção de corpos no local do acidente com o vôo 3054 da TAM, que voava com 186 pessoas a bordo, os bombeiros conseguiram retirar todo o combustível do posto de gasolina atingido pelo avião, eliminando assim riscos de explosão. Na manhã desta quinta-feira, na área devastada pelo choque da noite de terça, ainda há fumaça e cheiro de queimado. O saldo de mortos até o momento é de 183 pessoas. Os bombeiros continuam usando água, num processo de resfriamento dos escombros. O Airbus A320 da TAM sofreu o mais grave acidente da história do país ao tentar pousar na pista molhada do aeroporto de Congonhas. A aeronave atravessou uma avenida movimentada, se chocou contra dois prédios próximos e um posto de gasolina e pegou fogo. Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiro, Mauro Lopes, 105 mil litros de combustíveis (gasolina e álcool) foram retirados do local. Lopes afirmou que no avião também não há mais combustível. O bombeiro disse ainda que está sendo feita uma análise estrutural dos prédios atingidos pelo avião, para evitar riscos à segurança das pessoas que estão trabalhando no resgate dos corpo. Na noite de quarta-feira, a remoção dos escombros acabou contribuindo para o aumento de um incêndio sobre os destroços. "Agora estamos fazendo uma análise da estrutura do prédio para saber se é necessário demolir ou escorar com estacas. Nós não queremos colocar a vida das equipes em risco", explicou Lopes. Ele afirmou ainda que a análise técnica é criteriosa, para evitar possíveis desabamentos. Newton Miranda, um dos bombeiros que está no comando da operação, disse que o prédio da TAM Express atingido pelo avião tem uma parte subterrânea que ainda não foi alcançada. Os bombeiros temem um colapso entre a segunda e a primeira laje, onde não conseguiram chegar.

CLÁUDIA PIRES, REUTERS

19 Julho 2007 | 10h27

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