Resíduo de hospital expõe catadores a riscos

Se a falta de coleta e tratamento adequado do lixo doméstico é preocupante, quando se trata de coleta e tratamento de lixo hospitalar a situação se torna mais grave. Em 2008, foram coletadas 209,3 toneladas de resíduos hospitalares, gerados em hospitais, laboratórios e farmácias. Desse total, 43% tem destino inadequado, sendo que 23% dele é disposto em lixões a céu aberto e não recebe nenhum tratamento, podendo contaminar o solo e o lençol freático.Pouco mais de 40% dos resíduos vão para aterros sanitários ou vala séptica. No País, 4.082 municípios fazem a coleta desse tipo especial de lixo, enquanto 1.483 descartam tudo com o restante dos detritos domésticos.Sério problema existe no descarte do Hospital São Paulo, na capital paulista. Situado num bairro de classe média alta, a Vila Clementino, o lixo do estabelecimento fica ao alcance de catadores e mendigos. Agulhas e materiais contaminados se misturam ao lixo na calçada. Há até mesmo poças de sangue no local, que deveria ficar num reservado trancado com chave.A diretora administrativa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Maria Cristina Guimarães Seidel, informou, por nota, que a coleta é feita de segunda a sábado, da 0h às 6 horas. Ela disse que vai apurar a presença do material contaminado - seringas e sangue. "O armazenamento do lixo comum da Unifesp, que é diferente do lixo coletado dentro do Hospital São Paulo, é acondicionado em sacos de lixo na cor preta e fica fechado com cadeados, dentro de locais determinados. Por causa de constantes vandalismos, praticados por moradores de rua e de coletores de lixo clandestinos, os cadeados são substituídos frequentemente. Estamos providenciando a desativação desse depósito", informou a nota.

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