Restauro de Convento de Sto. Antônio terá recursos do BNDES

Banco e Petrobras irão liberar R$ 3 bilhões para a restauração do edifício

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h48

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta terça-feira, 26, um protocolo de intenções para a liberação de R$ 3 milhões, que serão usados nos primeiros seis meses das obras de restauração do Convento de Santo Antônio, que completa 400 anos em 2008.Os recursos, captados por meio da lei Rouanet, serão custeados meio a meio pela Petrobras e o BNDES. A primeira fase das obras está prevista para durar quatro anos e inclui a restauração da igreja e do convento de Santo Antônio e a conclusão da reforma na sacristia e no museu da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência."Demoramos três anos para iniciar o projeto e vamos erguer os tapumes para começar a obra assim que os recursos forem sendo liberados", disse a coordenadora do projeto, Ana Lucia Pimentel. Segundo ela, o orçamento total da restauração é de R$ 36 milhões."O projeto inclui a construção do Museu de Arte Sacra Franciscana, e outro sobre a história de Santo Antônio e São Francisco. Além disso, prevê a revitalização da praça de Santo Antônio, em frente ao convento, que hoje está abandonada e servindo de dormitório a mendigos, e a abertura do Caminho de São Francisco, um espaço de reclusão na mata que fica atrás do convento, construído em cima de um morro.ProtestoNo final da solenidade, Gil teve que enfrentar o protesto de servidores da Cultura, que estão em greve há 37 dias. O ministro foi cercado por cerca de 20 manifestantes, que cobraram dele uma postura mais firme a favor da categoria.Os funcionários pressionam para que o governo cumpra um acordo de 2005 e crie o plano de cargos e salários, que, entre outros pontos, incorpora as gratificações ao salário.Gil disse que já deu seu apoio político ao movimento, mas que, para o governo, "quanto menos gastar, melhor". "É uma decisão que não cabe a mim, é do (Ministério do) Planejamento, do governo", desculpou-se.Os servidores cobraram então um endurecimento do Ministério da Cultura. "Não é hora de endurecer, vou continuar conversando civilizadamente com o governo e com os funcionários", respondeu Gil, com um leve tom de irritação, antes de entrar no carro para ir embora.

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