Restrição a fretados em SP deve lotar estações de metrô

Número de passageiros na Imigrantes vai aumentar 54%; na CPTM, acréscimo será pequeno

Naiana Oscar e Vitor Sorano, O Estadao de S.Paulo

25 Julho 2009 | 00h00

Os trens do Metrô terão de abrir espaço, a partir de amanhã, para 25 mil novos passageiros, que antes faziam os percursos em ônibus fretados. Só a Estação Imigrantes, da Linha Verde, vai aumentar em 54% o número de passageiros, vindos principalmente de cidades da Região Metropolitana e da Baixada Santista. A companhia diz que o local comporta, mas os usuários temem perder o conforto de conseguir embarcar em trens com assentos disponíveis ainda no pico da manhã. Para permitir que passageiros de fretados cheguem aos destinos sem que o ônibus entre na área restrita de 70 km², a Prefeitura de São Paulo criou 14 pontos de embarque e desembarque - sete deles em ruas próximas das estações de metrô. A Secretaria Municipal de Transportes mapeou o percurso dos ônibus, calculou quantos passageiros devem desembarcar em cada parada e qual meio de transporte vão usar para seguir viagem. A Linha Verde é a que terá o maior acréscimo no número de passageiros: a Imigrantes ganhará 54% e a Sumaré, 32%. Em junho, durante o horário de operação do metrô, rodaram as catracas dessas estações 24 mil pessoas por dia. A partir de amanhã, segundo os cálculos da Prefeitura, serão 34,5 mil. A Estação Vila Madalena também será um ponto de parada, mas a expectativa é de que os 500 passageiros de fretados que descerem ali devem optar pelos ônibus. A reportagem acompanhou na sexta-feira o embarque na Estação Imigrantes durante o pico da manhã. A entrada de passageiros era tranquila, apesar da chuva que diminui a velocidade dos trens. Às 8 horas, havia mais assentos livres do que passageiros em pé num dos vagões: 10 a 7. Mas o conforto termina três minutos adiante, com a abertura das portas na Estação Ana Rosa, onde a linha Verde cruza a Azul, responsável pela ligação das zonas norte e sul. Ali, sem lugar para sentar e tendo de pedir licença para encontrar um espaço em pé, os passageiros são obrigados a esperar a passagem de um novo trem para embarcar. Na estação seguinte, a Paraíso, mais aperto. "Já parece a Sé", diz a auxiliar administrativa Fabiana Pereira dos Santos, de 27 anos. "Ainda bem que eu embarco na Imigrantes e consigo ir sentada", diz. A cirurgiã dentista Renata De Valentim, de 49 anos, também embarca na estação que mais vai receber passageiros de fretados. Agora, ela não teme pelo seu conforto, mas pelo de quem vai embarcar nas estações seguintes. "Quem entra na Paraíso e na Ana Rosa vai ter de esperar para pegar o trem." Outra estação que vai ficar mais movimentada é a Parada Inglesa, na Linha Azul. Até semana passada ela atendia 16 mil passageiros. A partir de amanhã, serão 22 mil, segundo os cálculos da Prefeitura. TRENS A outra metade dos pontos de parada de fretados está localizada nas proximidades de estações de trem da CPTM. Mas nos cálculos da Secretaria Municipal de Transportes os cerca de 10 mil passageiros que vão desembarcar nesses locais devem optar por continuar o trajeto até a escola ou até o trabalho a pé. É o que deve acontecer, segundo as estimativas, nas Estações Morumbi, Berrini e Hebraica. Só a Estação Pinheiros, por onde passam cerca de 6 mil passageiros por hora, vai receber mais 1,2 mil durante o período de pico da manhã.

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