Restrições em Congonhas prejudicarão passageiros, diz Anac

A decisão da Justiça Federal de proibir aviões Fokker 100 e Boeings 737-800 e 737-700 de operarem na pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, prejudicará os passageiros, de acordo com a Agência Nacional de Aviação (Anac) e com a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), que pretendem recorrer. A restrição em Congonhas, anunciada na segunda-feira, deve transferir os vôos para Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas. Segundo a diretora da Anac, Denise Abreu, no entanto, "Guarulhos não tem possibilidade técnica de absorver mais do que 20% dos vôos de Congonhas". "Os passageiros que já compraram suas passagens, inclusive para o carnaval, serão afetados assim como as empresas também foram atingidas", explicou Denise. A Ocean Air, a Gol e a TAM estão entre as empresas que serão obrigadas a suspender parte de suas operações. A Infraero acredita que a interdição parcial anunciada na segunda-feira provocará um novo caos na aviação. A pouco mais de uma semana do carnaval, autoridades do setor aéreo preparam um plano de emergência para o caso de a decisão ser mantida. Pista interditada Nesta terça-feira, a pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da Capital, foi interditada por cerca de uma hora por conta da chuva forte que atingiu São Paulo durante a madrugada. De acordo com a Infraero, o local permaneceu fechado das 7h12 às 8h04. O risco de derrapagens de aviões em dias chuvosos foi justamente o que motivou o pedido do Ministério Público Federal, acatado na segunda-feira pelo juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal. A reforma da pista secundária de Congonhas está prevista para começar no próximo dia 27 e a da principal, em junho. O aeroporto recebe em média 620 vôos por dia e é o mais movimentado do País; 70% das operações ocorrem na pista principal. Colaboraram Bruno Tavares, Eduardo Reina e Valéria França

Agencia Estado,

06 Fevereiro 2006 | 09h49

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