Resultados de suspeita de leptospirose em SC saem em 20 dias

Sintomas parecidos com outras doenças dificultam o diagnóstico e a confirmação; suspeitas estão em 10 cidades

Agência Brasil,

04 de dezembro de 2008 | 15h28

Os 62 casos de suspeita de leptospiroses só serão confirmados em 20 dias. A informação é da Secretaria de Saúde de Santa Catarina. Com a enchente que atingiu o Estado, o risco de contrair a doença aumentou, devido ao contato com a água ou lama contaminada pela urina de roedores. Caso seja diagnosticada a leptospirose, o tratamento deve começar o quanto antes, pois em horas o estágio da doença pode evoluir e levar à morte.   Veja também: Saiba como ajudar as vítimas das chuvas  SC pede que Estados voltem a mandar doações Mais de 30 mil voltam para casa em SC Ligação entre PR e SC continua interditada Solo pode demorar 6 meses para estabilizar IML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina  Blog: envie seu relato sobre as chuvas  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas      De acordo com o site do governo estadual, um grupo de 70 médicos de Santa Catarina está sendo capacitado para atuar no tratamento da leptospirose. O treinamento foi organizado pela Secretaria Regional de Joinville - umas das cidades catarinenses atingidas pelos temporais - em parceria com a Secretaria de Saúde municipal. Em nota, a Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive) do estado alerta para os sintomas da doença: febre, tosse, alterações urinárias, dores de cabeça, hemorragias, alterações do nível de consciência, vômitos.   Os casos suspeitos notificados junto à vigilância até o momento estão divididos entre: Itajaí (16), Blumenau (16), Balneário Camboriú (11), Navegantes (5), Luiz Alves (3), Itapema (3), Jaraguá do Sul (3), Camboriú (2), Ilhota (2) e Penha (1). Em média, os casos confirmados representam 20% a 30% do total dos casos suspeitos notificados.   A proximidade dos sintomas da hepatite A, dengue e leptospirose podem dificultar ainda mais o diagnóstico de doenças das vítimas dos temporais em Santa Catarina. O alerta é do infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmilson Migovisky, que lembra que por conta das enchentes, aumenta-se o risco de contrair doenças infecciosas.

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