Retrato falado pode esclarecer identidade de irmã de Pedrinho

Um retrato falado pode ser uma das principais pistas da polícia para encontrar o seqüestrador da menina Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, levada de uma maternidade em Goiânia, em 1979."Nós fizemos o retrato da mulher", confirma Francisca Ribeiro da Silva, mãe de Aparecida, que pode ser Roberta Jamilly Martins Borges, irmã adotiva de Osvaldo Borges Júnior, o Pedrinho, também levado de um hospital de Brasília e localizado 16 anos mais tarde.A principal suspeita do seqüestro de Aparecida é a empresária Vilma Martins Costa, já acusada pela polícia do Distrito Federal de ter levado Pedrinho, com poucas horas de vida, do casal Jairo Tapajós e Maria Auxiliadora Rosalino Braule Pinto."A única coisa de que me lembro era de uma mulher aparentemente alta, cabelos castanhos claros e vestida de enfermeira", diz Francisca."Não posso falar que é qualquer pessoa, mas com certeza o retrato falado que está no inquérito mostrará a culpada pelo sumiço da minha filha."Francisca diz que está aguardando o comunicado da polícia para fazer exame de DNA e concluir o caso."Eu tenho de tirar esta dúvida da minha cabeça. O tempo vai passando, mas isso fica no meu coração. Parece que tiraram um pedacinho de mim. Minha vida está ficando um sufoco a cada dia, por isso preciso acabar com esta expectativa e saber se a Roberta é ou não minha filha", afirma.A polícia vai reabrir o inquérito sobre o sumiço de Aparecida Silva, seqüestrada um dia antes da suposta data de nascimento de Roberta.Mesmo que seja sua filha, Francisca não quer impor nenhuma condição para Roberta. "O que quero saber é se ela é minha filha", diz."Se for e ela não quiser morar comigo, vou continuar orando por ela, como fiz nestes 23 anos. Assim meu coração sossega para sempre."O advogado Ezízio Barbosa, que defendia Vilma Martins Costa, deixou o caso alegando não haver interesse por parte de sua cliente, além de falta de dinheiro. Vilma vai responder por seqüestro qualificado e registro falso. Ela será ouvida nos próximos 30 dias na Justiça de Goiás."Presume-se seu desinteresse ou falta de condições financeiras para arcar com as despesas oriundas do processo e honorários advocatícios relativos ao assunto", diz Ezízio, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.Segundo o advogado, por duas vezes Vilma deixou de comparecer a reuniões marcadas em seu escritório para discutir o caso Pedrinho.

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