Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Retrospectiva 2011: Acidente aéreo em PE e conclusão sobre o caso Juan marcaram o mês de julho

Após um exame constatar que os restos mortais eram do estudante, o responsável pelo caso, foi afastado das investigações

estadão.com.br,

21 de dezembro de 2011 | 20h00

SÃO PAULO - Em julho, no Recife, dezesseis pessoas morreram na queda de um bimotor da Noar Linhas Aéreas. O voo 4846, que faria a rota Recife-Natal-Mossoró, caiu pouco mais de três minutos após decolar.

Aos 55 segundos de voo, o piloto informou à torre de controle que a aeronave tinha problemas e voltaria ao aeroporto. Dois minutos depois, avisou que não conseguiria voltar e tentaria um pouso de emergência na Praia de Boa Viagem. A queda do aparelho foi registrada por cinegrafista amador.

Caso Juan. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) concluiu no mês de julho que o estudante Juan Moraes, de 11 anos, foi executado por quatro policiais militares em uma operação forjada onde não houve troca de tiros com criminosos na Favela Danon, em Nova Iguaçu. O Ministério Público pediu a prisão temporária dos PMs acusados por dois homicídios duplamente qualificados, duas tentativas de homicídio e ocultação de cadáver. Um deles também teve a prisão preventiva pedida por uma execução cometida há três anos.

A investigação do caso Juan começou com o atraso da perícia realizada apenas uma semana depois do desaparecimento da criança, no dia 20 de junho. Dez dias depois, uma ossada foi encontrada no Rio Brotas, a 2 km do local do crime. No entanto, a perita Marilene Campos de Lima atestou que era de uma menina. Após um exame constatar que os restos mortais eram realmente de Juan, o responsável pelo caso, o delegado da 56ª Delegacia de Polícia de Comendador Soares, Cláudio Nascimento, foi afastado das investigações.  

Voo 447. Foi em julho que o Escritório de Investigações e Análise para Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) divulgou um dos relatórios mais completos sobre as causas do acidente com o voo AF 447 ocorrido em 2009.

As principais conclusões são que realmente houve falha nos sensores de velocidade da aeronave e interpretação incorreta dos dados pelos dois copilotos, o que levou à condução errada do avião. O BEA diz, porém, que até o momento é impossível confirmar que os pilotos tenham de fato errado. Existe a suspeita, mas não está provada a culpa.

Devido a essas falhas, o BEA lançou um relatório com novas recomendações sobre o treinamento de pilotagem manual de aeronaves - o que segundo críticos da área, foi corroído com as novas tecnologias -, além de mudanças no registro de ocorrências técnicas dentro da aeronave e a transmissão de informações sobre o voo em caso de emergência.

 

 

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