Marcio Fernandes/AE
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Retrospectiva 2011: Embargo de obra e assassinato de juíza marcaram o mês de agosto

Conhecida por atuar de forma rigorosa, a juíza Patrícia Acioli foi assassinada quando chegava em casa

estadão.com.br,

21 de dezembro de 2011 | 20h00

SÃO PAULO - Diversos acidentes provocados por motoristas embriagados causaram bastante repercussão na sociedade brasileira neste ano. Um dos casos mais dramáticos foi o acidente que provocou a morte do estudante Vitor Gurman, de 24 anos, na Vila Madalena em julho.

Em agosto, a nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, que supostamente dirigia o jipe Land Rover foi indiciada por homicídio doloso por ter atropelado o estudante.

O delegado Ricardo Cestari, titular do 14.º DP (Pinheiros), onde o caso foi registrado, já havia declarado que Gabriella deveria ser indiciada por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) por trafegar acima da velocidade máxima permitida no local do acidente, de 30 km/h. "Certamente estava acima da velocidade", diz.

Vitor Gurman recebeu uma homenagem do Corinthians, time pelo qual era torcedor. No jogo contra o Atlético Paranaense, pelo Campeonato Brasileiro, os jogadores foram ao campo com a inscrição "Viva Vitão" nas camisas e levaram uma faixa com frases de conscientização no trânsito. A campanha foi criada por amigos de Vitor.  O grupo procurou o time, que concordou com a ideia.

Emboscada. Conhecida por atuar de forma rigorosa contra grupos de extermínio e milícias, a juíza Patrícia Lourival Acioli foi assassinada em agosto, quando chegava em casa, no bairro de Tibau, em Piratininga, região oceânica de Niterói. Titular da 4.ª Vara Criminal de São Gonçalo, também no Rio, a magistrada foi atingida por 21 tiros disparados por motoqueiros que cercaram seu carro.

Nos últimos anos, a juíza condenou dezenas de policiais envolvidos com milícias, grupos de extermínio e máfias de vans, combustível e caça-níquel, além de traficantes e bicheiros.

Fraude. Foi em agosto que a Prefeitura do Município de São Paulo embargou a construção de 21 prédios - com 964 unidades residenciais e total não revelado de comerciais. Segundo a Corregedoria-Geral do Município, eles tiveram pagamento de outorga onerosa - contrapartida dada à Prefeitura para construir acima do gabarito - forjados por suas construtoras.

Estima-se que a fraude tenha desviado pelo menos R$ 50 milhões dos cofres públicos e beneficiado dez construtoras.

Segundo o corregedor-geral, Edilson Mougenot Bonfim, donos de construtoras confirmaram à Prefeitura terem pago valor abaixo do devido. Oficialmente, porém, as empresas se declararam vítimas. "Em nenhuma hipótese, nossos clientes sofrerão prejuízos", disse a Porte, em nota. "Nossas obras são regulares e com todos os alvarás obtidos de forma licita", afirmou a Zabo.

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