Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Retrospectiva 2011: Greve dos bombeiros no RJ e 1º casamento gay no País marcaram o mês de junho

Exaltado, o governador Sérgio Cabral, chamou de 'vândalos e irresponsáveis' os manifestantes que invadiram o quartel

estadão.com.br,

21 de dezembro de 2011 | 20h00

SÃO PAULO -  Foi em junho que mais de 400 bombeiros do Rio de Janeiro foram presos, após invadirem o quartel central da corporação. A categoria foi às ruas para reivindicar aumento de salário e melhorias nas condições de trabalho.

Muito exaltado, o governador Sérgio Cabral, chamou de "vândalos e irresponsáveis" os bombeiros que invadiram o quartel. Segundo ele, os manifestantes teriam agido dessa forma por motivação política.

Muito exaltado, Cabral que se reuniu durante toda a manhã com secretários e representantes da polícia e dos bombeiros, disse que foi uma covardia dos amotinados levar mulheres e crianças para o quartel.

Após ter criticado a atitude dos manifestantes, Sérgio Cabral foi muito criticado pela população. No fim do mesmo mês, o governador acabou sancionando os projetos que garantem a antecipação do reajuste de 5,58% para a categoria e o uso de 30% do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) para gratificações.

Assaltos. Após inúmeras ocorrências de explosão a caixas eletrônicos, os bancos resolveram manchar de tinta rosa o dinheiro das máquinas. Mas foi em junho que o Banco Central decidiu quais as normas seriam adotadas, caso um cliente viesse a sacar uma nota manchada. A nova regra determina que, em caso de saque (em caixa eletrônico ou agência) de notas rosas, a instituição financeira deverá trocar imediatamente o dinheiro apresentado pelo cliente. A substituição deverá ocorrer independentemente de apresentação de extrato bancário ou de boletim de ocorrência.

Casamento. Foi em junho que José Sérgio Sousa Moresi e Luiz André Sousa Moresi entraram para a história do País. Eles formam o primeiro casal homoafetivo oficialmente reconhecido no País.

Essa conquista veio após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva, no mês passado. O ministro Luiz Fux, o primeiro a apresentar seu voto, deu o segundo voto a favor da união homoafetiva. Falando de improviso, Fux lembrou que homossexualismo não é crença, nem opção de vida. "Ainda mais se levarmos em conta a violência psicológica e física que a sociedade ainda tem contra os homossexuais". Para o ministro, se a homossexualidade não é crime, não há por que impedir os homossexuais de constituírem família.

A conversão de união estável em casamento civil foi registrada no dia 27 de junho, autorizada pelo juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, no Vale do Paraíba, São Paulo.

Para José Sérgio, a decisão judicial marca uma nova vida. "Agora somos um casal oficialmente reconhecido, é uma emoção muito grande, estamos muito felizes", comemora.

 

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