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Retrospectiva 2011: Novembro foi tomado por denúncias de fraudes e prisão do traficante Nem

Após tentativa de fuga, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi detido dentro do porta-malas de um carro

estadão.com.br,

21 de dezembro de 2011 | 20h00

SÃO PAULO - O penúltimo mês do ano foi tomado por decisões, como a proibição de fumódromos em todo o Brasil, denúncias de fraudes públicas, como a da contratação da Controlar em São Paulo, e a prisão de um dos traficantes mais procurados do Rio: o Nem da Rocinha, de 35 anos.

Logo na primeira semana, operações da polícia tomavam conta do entorno da Favela da Rocinha, na zona sul carioca. O reforço se devia a articulação para que o morro fosse ocupado e recebesse a 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade. Com a data marcada para a subida de uma megaoperação no morro, os traficantes começaram a fugir do local.

Numa dessas tentativas, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi detido dentro do porta-malas de um carro. Ele é apontado como chefe do tráfico na região, cujo lucro era de cerca de R$ 8 milhões por mês, segundo a polícia. Ainda durante o cerco, a Polícia Federal prendeu policiais que fariam a escolta de traficantes que tentaram fugir da Rocinha.

A favela foi dada como ocupada na manhã de domingo, 13, após cerca de 3 mil homens tomarem conta dos morros da Rocinha e do Vidigal. A operação teve apoio de helicópteros, caveirões e blindados da Marinha.

Decisões. Foi neste mês que o Ministério Público pediu o afastamento do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), por improbidade e o cancelamento da inspeção veicular na cidade. Segundo a denúncia, houve fraude na contratação da Controlar para fazer a inspeção veicular, através de dados e documentos falsos.

A Justiça determinou que seja feita uma nova licitação e bloqueou os bens de Kassab, mas negou o afastamento dele do cargo. O prefeito nega fraude na contratação e disse que nem sempre o MP está certo. Segundo ele, os advogados já recorreram da decisão.

O MP também pediu em novembro que as obras da Linha 5-Lilás do Metrô fossem paralisadas e o presidente da companhia, Sérgio Avelleda, afastado por denúncia de fraudes na licitação. Segundo a ação, desrespeito às regras causou prejuízo de R$ 327 milhões para a expansão do ramal.

A princípio, a Justiça acatou os pedidos, mas o presidente do Tribunal de Justiça suspendeu a liminar que paralisava as obras. Dias depois, Avelleda recorreu e a liminar que o afastava da presidência do Metrô também foi derrubada.

Decisões. O Senado aprovou a proibição de fumar assim como a instalação de fumódromos em locais fechados em todo o País. A lei já funcionava em vários locais através de leis estaduais, como em São Paulo e Rio. O projeto também prevê aumento na carga tributária dos cigarros, além de fixar preço mínimo de venda do produto no varejo. A presidente Dilma Rousseff sancionou a legislação.

Em São Paulo, o governo estadual reforçou a lei que já proibia a venda e consumo de bebidas alcoolicas por menores de 18 anos. Em 15 dias de fiscalização, 164 estabelecimentos foram multados por desrespeito às normas. Em um mês, o número atingiu 251. Segundo o levantamento, lojas de postos de combustível são os maiores infratores.

 

 

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