Réus tinham convicção de que seriam absolvidos

No início da noite de ontem, os réus Renato Correia de Brito, de 24 anos, Wagner Conceição da Silva, de 25, e Willian César de Brito Silva, de 28, aguardavam a decisão dos jurados com confiança de que seriam absolvidos. Eles ficaram na frente do Fórum de Guarulhos conversando com parentes e amigos. E, de vez em quando, davam entrevistas aos jornalistas. "Continuamos tranqüilos e confiantes de que sairemos livres desde o primeiro dia em que colocamos os pés aqui (na terça-feira, quando começou o julgamento)", disse Renato, ex-companheiro da vítima, Vanessa de Freitas, com quem teve uma filha. Assista o depoimento do ?Maníaco de Guarulhos? Cronologia do caso e tudo o que já foi publicadoOs ânimos, porém, começaram a mudar com o passar do tempo. Foram quatro horas até que os jurados terminassem a votação e o juiz, a dosagem das penas. Os irmãos de Wagner ficaram impacientes quando viram que o número de policiais militares aumentou. E também com a chegada de três viaturas que ficaram no estacionamento, atrás do Fórum. A irmã dele começou a chorar e a rezar.Enquanto isso, os três réus foram obrigados a voltar para o plenário. A sentença começou a ser lida às 21h30 pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano. Ao ouvir o nome do filho Wagner, Iranildes Conceição da Silva teve um ataque histérico. "Não existe justiça, não existe justiça", gritava. Ela teve de ser retirada do local por parentes. Levada para o andar térreo, foi colocada em uma cadeira de rodas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.