Revogado benefício dos matadores do índio pataxó

Três dos quatro jovens de Brasília que foram condenados a 14 anos de prisão pela morte do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, em 1997, tiveram suspensos pela justiça o benefício da prisão semi-aberta, que os permitia sair da prisão para estudar e trabalhar. O benefício foi suspenso depois que eles foram flagrados passeando pela capital federal, bebendo cerveja num bar e namorando. Galdino morreu em abril de 1997, horas após ter tido 95% do corpo queimado por ação dos jovens e de um menor de idade.Conforme reportagem publicada hoje no jornal Correio Braziliense, os condenados entravam e saíam do presídio sem revista nem escolta e dirigiam seus próprios automóveis. Diante da divulgação dos fatos, o juiz substituto Aimar Neres de Matos suspendeu o benefício que havia sido concedido a Eron Chaves, Antônio Novely Cardoso Vilanova e Max Rogério Alves, todos com 26 anos. O quarto jovem envolvido no crime ? Thomáz Oliveira de Almeida ? não foi seguido pela reportagem do jornal braziliense. Antônio Novely trabalha no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e faz faculdade de fisioterapia. Max dá expediente na Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto de Brasília (Caesb). Eron trabalha no Ministério do Trabalho. Segundo o advogado de Novely, Heraldo Paupério, o seu cliente conseguiu o benefício por méritos próprios. ?Eles foram seguidos vários dias. Eventualmente, ele se encontrou com o Max e tomou cerveja. Tomar cerveja não é crime."

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