Revolta após enterro de menina assassinada

O corpo de Rayane Queiroz Moura, de 3 anos, foi enterrado na tarde de sexta-feira no Cemitério Parque dos Ipês, na zona sul de São Paulo. Horas mais tarde, revoltados, centenas de moradores da rua onde a garota vivia atearam fogo em móveis e roupas da vizinha da vítima, Rosângela Dias de Almeida, de 30 anos. Os moradores fizeram uma grande fogueira na Rua Carlos Leite dos Santos. Presa em flagrante, Rosângela confessou ter matado a criança. Disse à polícia ter cometido o crime porque a mãe de Rayane, Francisca, de 38 anos, havia desistido de testemunhar em seu favor em um processo judicial. Rayane estava desaparecida desde as 14 horas de quarta-feira. Às 9 horas de ontem, o corpo foi encontrado por um catador de lixo em um barranco, perto da casa dela, dentro de uma bolsa preta. Tinha um fio elétrico azul enrolado no pescoço e pedaços de algodão colorido dentro da boca e do nariz.Interrogando os vizinhos, policiais desconfiaram do depoimento de Rosângela. Depois, encontraram chumaços de algodão colorido na casa dela e fios. A vizinha, então, confessou. Afirmou à polícia ter molhado o algodão com acetona e colocado no nariz da menina. Depois a enforcou. Antes de matá-la, disse à Rayane que ela não merecia o que ia fazer, mas que os pais dela mereciam sofrer. Durante o crime, a mulher foi surpreendida pelo marido, José Nilton de Jesus. "Ela disse que, se ele não a ajudasse, sairia gritando que o marido havia matado a criança", disse a delegada Margareth Correia Barreto, do DHPP. Ele também foi preso. Todos os dias, Rayane ia à casa da vizinha brincar com a filha dela, também de 6 anos.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2004 | 22h27

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