Revolta no enterro de vítimas mineiras de naufrágio

Indignação e tristeza marcaram neste domingo em Belo Horizonte o enterro de cinco vítimas mineiras do naufrágio da escuna Tona Galea, neste sábado, no litoral de Cabo Frio, a 154 quilômetros do Rio de Janeiro, na Região dos Lagos.Algumas famílias pretendem entrar na Justiça contra os responsáveis pela embarcação e contra a Capitania dos Portos, responsabilizada pelo acidente. A embarcação pertencia à Cooperativa dos Administradores de Navegação, Turistas e Passageiros (Coopnav), que tem outros 13 barcos que trabalham com turismo na Região dos Lagos.Sexta vítima de Minas Gerais, Edson Celestino Silva ainda está desaparecido. A embarcação levava 62 passageiros e dois tripulantes. Pelo menos 35 eram de Minas.Magda de Fátima Santos Dutra, de 38 anos, e sua filha, Joyce Dutra, de cinco, foram enterradas no Cemitério da Saudade. Luiz Antônio Dutra, 38, marido de Magda e pai de Joyce, também estava na embarcação e conseguiu sobreviver, assim como sua filha mais nova, Gisele dos Santos Dutra, de apenas 1 ano e quatro meses.Abatido e com hematomas no corpo, Luiz conseguiu salvar a filha mais nova, mas não teve como ajudar a esposa e a filha mais velha, apesar de confirmar que Magda sabia nadar. Outras duas vítimas mineiras, Raimunda Santana da Silva, 43, e sua prima Joanita Rodrigues de Santana Duarte, 44, foram sepultadas no Cemitério da Paz. As duas estavam acompanhadas das meninas Jussara, 13, e Andressa, 8, filhas de Raimunda que sobreviveram ao naufrágio nadando até outros barcos que se aproximaram para prestar socorro.A quinta vítima mineira do naufrágio a ser enterrada neste domingo foi Marilande Guimarães de Souza, 26. O enterro aconteceu no final da tarde, no Cemitério de Justinópolis, distrito de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. Marilande participava da excursão junto com o noivo, Edson Celestino Silva, ainda desaparecido.

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