Revoltas elevam ataques a jornalistas, diz ONU

CORRESPONDENTE / GENEBRA

Jamil Chade,

04 de maio de 2011 | 00h34

Para marcar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a ONU acusou ontem regimes no Oriente Médio e na África do Norte de usarem a opressão contra jornalistas como um dos pilares para se manter no poder. Desde o início do ano, foram registrados 450 ataques contra profissionais de imprensa em países que enfrentam revoltas.

Segundo a ONU, mais de 850 jornalistas foram assassinados em todo o mundo nos últimos 20 anos. O que mais preocupa a entidade é que 90% dos casos nunca foram esclarecidos.

Mas 2011 tem sido, segundo a entidade, um ano especialmente violento, com pelo menos 16 mortos até agora. "A imprensa tem pago um preço alto para informar sobre os eventos que estão ocorrendo neste ano", afirmou a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay. Foram quatro mortes na Líbia, duas em Bahrein e três no Iraque - Iêmen, Egito e Tunísia registraram um caso cada.

"Um número grande demais de países continua a impor restrições ao direitos à liberdade de expressão para silenciar dissidentes, sob o pretexto de manter a estabilidade, o desenvolvimento econômico e lutar contra o terrorismo", afirmou Navi.

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteira, já ocorreram mais de 30 prisões na Líbia e começa a ocorrer o mesmo na Síria. No Irã, seriam mais de 200 jornalistas presos desde junho de 2009.

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