Ribeirão Preto intensifica combate a dengue

Apesar do número baixo de dengue no início deste ano, ao contrário de 2001, quando os casos confirmados eram divulgados diariamente, os municípios das regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto intensificaram o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença. Como o período de verão é o mais propício à proliferação da dengue, qualquer vacilo poderá significar novas epidemias. "Existem muitos mosquitos e o risco de contaminação é grande", diz o diretor da Superintendência de Controle de Endemias da região de Ribeirão Preto, Maurício Botti."Estamos multando os infratores de estabelecimentos comerciais, até com a ameaça de fechamento", comentou o diretor da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Rio Preto Eduardo Lazzaro. A cidade teve, em 2001, 6.781 casos de dengue confirmados, o que aumentou a preocupação. Segundo Lazzaro, neste ano já foram confirmados os dois primeiros casos, autóctones, e os serviços de rotina, casa a casa, estão sendo realizados em 14 áreas da cidade. Com essa divisão, existe uma equipe com oito agentes atuando em cada uma das áreas. Duas equipes estão fiscalizando e autuando os estabelecimentos comerciais infratores, os que têm focos do mosquito.Na quinta-feira, segundo Lazzaro, seis multas foram aplicadas. Em Rio Preto, a multa vai de meio a um salário mínimo.A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, que teve 3.225 casos de doença (dados da Sucen) em 2001 e quatro neste mês (todos importados), lançou a carteira da dengue, que terá informações importantes sobre o paciente para os médicos das 31 unidades de saúde da cidade. Assim, é possível diagnosticar, por exemplo, o agravamento da doença - ou seja, a evolução para dengue hemorrágica. As multas podem oscilar de R$ 85,00 a R$ 85 mil. Barretos, que teve 3.041 casos no ano passado, não teve registro da doença neste mês, mas já foram feitos dez autos de infração e aplicadas duas multas - que vão de R$ 98,00 a R$ 98 mil. O número de focos do mosquito é alto. Em Jardinópolis (2.065 casos em 2001), além de multas (de R$ 40,00 a R$ 180,00), os casos podem ser encaminhados ao Ministério Público, que processará, ou não, os responsáveis pela proliferação da doença, levando-os até à cadeia, segundo lei de 1940.As penas vão de um a 15 anos; no caso de morte, a pena poderá ser dobrada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.