Richa estipula prazo para começar a investir

Governador eleito do Paraná acredita que em seis meses é possível mapear problemas e iniciar investimentos em saúde e segurança, áreas prioritárias

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2010 | 00h00

O governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), acredita que, nos primeiros seis meses da nova gestão, terá um diagnóstico da situação do Estado e um possível saneamento para iniciar os investimentos, sobretudo em segurança e saúde, que ele entende serem áreas mais críticas.

"Não faço milagres, tem de sanear o Estado e ter uma sobra de caixa para conseguir contratar mais policiais e investir em médicos, equipamentos e mais hospitais regionais", declarou Richa ao Estado, eleito com 52,44% dos votos. "Acho que em seis meses a gente consegue um resultado razoável para começar a investir nessas áreas."

Para isso, ele disse que pretende montar uma "grande equipe". Os secretários, como na época em que Richa administrou a Prefeitura de Curitiba, deverão assinar contrato de gestão, com metas a cumprir a partir do plano de governo apresentado na campanha.

"O secretário que não atingir a meta sabe de antemão que é desligado da equipe, isso ajuda na busca da agilidade, de diminuirmos a burocracia e, acima de tudo, do desejado profissionalismo de uma gestão pública", salientou. "Se eu não conseguir melhorar o gasto público, aumentar a capacidade de endividamento, melhorar a arrecadação, nós não vamos conseguir implementar todas as propostas que colocamos no período eleitoral."

As determinações começam com cortes nos gastos de custeio. Na prefeitura foi estabelecido inicialmente 10%. Com a crise econômica, o índice subiu para 15% e, segundo o ex-prefeito de Curitiba, as secretarias conseguiram 18%. No governo do Estado, também será uma de suas primeiras atitudes. O porcentual será definido após o diagnóstico.

Audiências. "Sempre tem o que enxugar", disse. Richa também prometeu fazer um governo de interiorização, levando para todo o Estado o estilo de governar a partir de audiências públicas, como fazia em Curitiba. "A população se sentiu respeitada com a atenção dada pelo governante aos fatos que eles enfrentam, e com a palavra aberta para as pessoas poderem reivindicar e sugerir", disse. Ele não definiu a periodicidade, mas pretende estar em todas as cidades que são polos regionais.

De acordo com Richa, a equipe de transição deve começar a trabalhar provavelmente na próxima semana, para se ter já um levantamento da situação do Estado. O governador Orlando Pessuti (PMDB) ainda não definiu todos os nomes que farão parte do trabalho e apenas o chefe da Casa Civil, Ney Caldas, está confirmado. Da equipe de Richa, entre outros nomes, estão três secretários municipais, o ex-procurador do município Ivan Bonilha, e o líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano.

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