Prefeitura de Curitiba
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Richa quebra silêncio e diz lamentar confrontos com professores

Nesta sexta, o secretário de Estado de Segurança, considerado a terceira peça chave dos confrontos, entregou o cargo

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

08 Maio 2015 | 20h36

CURITIBA  - Depois de uma semana em silêncio, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), usou a rede social para divulgar uma carta, nesta sexta-feira , 8, em que diz lamentar os conflitos no Centro Cívico, em Curitiba, no dia 29 de abril, que deixaram mais de 200 feridos - a maioria professores.

"O silêncio que guardei nos últimos dias serviu para uma reflexão profunda sobre os acontecimentos do dia 29 de abril, na Praça Nossa Senhora de Salete, em Curitiba. Desde então, adotamos uma série de medidas, que incluiu a troca de secretários e mudanças na legislação... por tudo isso, peço humildemente a sua compreensão. O Paraná precisa do esforço e do compromisso de cada um de nós para seguir adiante. Vamos virar a página do 'quanto pior, melhor'", disse em nota divulgada pela rede social.

O secretário de Estado de Segurança (Sesp), Fernando Francischini (Solidariedade), considerado a terceira peça chave dos confrontos, entregou o cargo. Antes dele, também deixaram os cargos o secretário de Educação, Fernando Xavier, alegando questões pessoais, e o comandante geral da PM, Cesar Kogut, dizendo existir incompatibilidades com Francischini.

Para a vaga de Francischini, que retornará à Câmara Federal, assumiu interinamente o delegado da Polícia Federal, Wagner Mesquita de Oliveira.  Apesar da saída, Kogut e Francischini, além de Richa, devem dar explicações ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que abriu inquérito para apurar as responsabilidades sobre os excessos cometidos durante os confrontos.

O ex-secretário, que em entrevista coletiva cinco dias após os conflitos havia passado a responsabilidade das ações para o comando da PM, entregou uma carta para Richa, onde lista algumas ações da Sesp, apresenta números de apreensões de drogas, e assume responsabilidades sobre os confrontos.

"Finalizo, assumindo novamente e publicamente todas as minhas responsabilidades, na atuação policial nas últimas operações, apoiando o trabalho da tropa. No entanto, ressalto que mesmo com as reações adversas, continuo defendendo uma apuração rigorosa tanto da polícia quanto do Ministério Público para que ao final a verdade prevaleça", avaliou.

O Ministério Público do Paraná, continua ouvindo depoimentos de pessoas que estiveram no Centro Cívico no dia 29.  Até o final da tarde de sexta, 100 pessoas haviam prestado depoimento.

Segundo a promotora de Justiça Mariana Seifert Bazzo foram gravados 180 vídeos de testemunhas desde o dia 29 de abril. "Estamos montando uma estrutura especial pra colher todos esses depoimentos; não tínhamos essa estrutura no Centro de Apoio de Direitos Humanos", informou a promotora.

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