Rigotto sinaliza neutralidade e deputados preferem apoiar tucanos

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), divulgou nota, na terça-feira, em que sinaliza uma posição de neutralidade, neste momento, em relação à disputa do segundo turno. No breve comunicado, Rigotto afirma "que seu propósito, assim como do governo, neste momento, é não participar do processo eleitoral do segundo turno". Rigotto acrescentou que seu objetivo é concluir o mandato e trabalhar com "seriedade, determinação e responsabilidade".A posição foi emitida depois de uma reunião da executiva estadual do PMDB com as bancadas federal e estadual em que os parlamentares do partido manifestaram ampla preferência pelo apoio aos candidatos do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo gaúcho, Yeda Crusius. "Nós não colhemos posição, colhemos pensamentos, que foram nesse sentido", relatou o presidente regional da legenda, senador Pedro Simon.Simon ressaltou que a reunião foi suspensa sem que o partido adotasse posição para que fosse possível conversar com o governador - que não participou dela - e ampliar a análise, afirmando que uma decisão não será tomada hoje. O senador recebeu na segunda-feira um telefonema do ministro de Relações Internacionais, Tarso Genro, e outro na terça, de Alckmin. Simon confirmou que o Palácio do Planalto prefere a neutralidade do PMDB gaúcho - o segundo turno reproduz, no Estado, a disputa nacional, com Olívio Dutra (PT) contra a candidata tucana."Geraldo (Alckmin) está na expectativa de apoio e o PT na espera de um movimento nacional para governar o País, um pacto de entendimento e governabilidade", descreveu, sobre as conversas com os dois interlocutores. Durante a reunião, o contraponto à posição dos deputados foi feito pelo secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Luís Roberto Ponte, que expôs a mágoa do governo com as críticas feitas por Yeda durante a campanha à administração Rigotto, da qual o PSDB participou com três secretarias. Algumas declarações de Yeda causaram maior surpresa ao governo por serem consideradas injustas e incorretas.Além deste aspecto, alguns deputados ponderaram, à saída da reunião, que Yeda precisaria assumir o compromisso pessoal contra a federalização ou privatização do Banrisul e da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), já que seu candidato a vice, Paulo Afonso Feijó (PFL), é favorável a estas medidas. Há também prefeitos do PMDB que adotaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da disputa nacional.Rigotto disputou a reeleição e obteve 27,12% dos votos válidos. Perdeu a vaga para o segundo turno para Olívio pela diferença de 16 mil votos. O adversário do PT recebeu 27,39% dos votos válidos e Yeda liderou a contagem, com 32,90%.

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