Rio anuncia reforço no patrulhamento da cidade

A Polícia Civil do Rio de Janeiro voltou hoje a patrulhar as ruas da cidade durante a madrugada, depois de anos excluída desta função. A medida foi anunciada, hoje, pelo subsecretário operacional de Segurança do RJ, coronel Lenine de Freitas, após reunião da cúpula da Segurança Pública do Estado. As ruas do Rio terão 100 homens a mais, de todas as delegacias da região metropolitana, das 20 horas às 8 horas. Eles se unirão aos 400 PMs que, desde domingo, reforçam os batalhões das áreas mais violentas da cidade. "A Polícia Civil atuará identificando criminosos e fazendo o policiamento investigativo", explicou Freitas.As mudanças aconteceram depois que dois policiais militares foram assassinados na madrugada de domingo, em crime atribuído à quadrilha do traficante Márcio José Guimarães, o Tchaca. Ele é acusado também de comandar o resgate do traficante Márcio Greik, no Hospital Geral de Bonsucesso, quinta-feira passada. A ação contou com 20 bandidos armados de fuzis e terminou com a morte de um PM e sete pessoas feridas.A Polícia Civil fará rondas em pontos considerados críticos, com 50 duplas de agentes em carros, a maioria pertencente a delegacias especializadas. A coordenação será do titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Allan Turnowsk. A PM participa com suas principais unidades, como o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Batalhão de Choque e o Grupamento Especial Tático Móvel (Getam). O reforço acontece nas áreas do 1.º Batalhão (centro), do 3.º (Méier), 6.º (Tijuca), 9.º (Rocha Miranda), 16.º (Olaria) e 22.º (Benfica).BopeOutra novidade é a ocupação permanente, a partir de maio, de quatro áreas por 240 homens do Bope: Complexo do Alemão, Complexo da Maré, Santa Tereza e outra ainda não definida. Os soldados, todos recém-formados, serão divididos em grupos de 60 policiais. Com isso, o Bope praticamente dobrará seu efetivo, atualmente de 250 policiais.Foram divulgados hoje pela secretaria de Segurança do RJ os nomes do novo delegado-titular da 6.ª DP, Carlos Alberto Nunes Pinto (ex-titular da 20.ª DP), e do novo comandante do 1.º Batalhão, tenente-coronel Marcus Fázio Correia (ex-subcomandante do 31.º BPM). O delegado Oswaldo Cupello e o tenente-coronel Ronaldo Menezes perderam os cargos na segunda-feira por "incompatibilidade de gênios" e falta de eficiência. Eles eram os responsáveis pela área onde os dois PMs foram mortos no domingo.

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