Rio cobra PDVSA e oito empresas por publicidade no sambódromo

A Prefeitura do Rio cobra das nove empresas que fizeram publicidade no sambódromo durante o carnaval taxa e multa pela utilização do espaço, num montante de R$ 240 mil. A única resposta à notificação da Secretaria de Fazenda veio da estatal de petróleo venezuelana PDVSA que, num fax assinado por seu representante, Luiz Orlando Hernandez, alega que a negociação para expor sua marca num outdoor entre os setores 1 e 3 foi feita com a Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa) e com a escola Unidos de Vila Isabel, campeã deste ano, patrocinada pela empresa. O escritório carioca da PDVSA informou ainda que a negociação foi direta entre a matriz, em Caracas, a Liga e A Vila. Estas ainda não se manifestaram sobre o assunto.A notificação foi feita no último dia 6 e, segundo o secretário Municipal de Fazenda, Francisco Almeida e Silva, até o fim da semana será iniciada a cobrança administrativa. O valor das multas varia, pois é calculado pela área ocupada pelo anúncio. O maior é o da Nestlé, de quem é cobrado R$ 51.144,00. As outras são Schincariol (R$ 28.640,64), Bob´s (R$ 4.091,67), Coca-cola (R$ 40.915,20), Unimed (R$ 35.118,88, só a taxa pois foi a única a pedir autorização), Fiat (R$ 3.068,64), Sundown Motos (R$ 1.533,06), PDVSA e Supermercados Guanabara (R$ 37.864,56 cada uma).Segundo a Secretaria de Turismo do Município, à qual o sambódromo está subordinado, o local é alugado à Liga das Escolas de Samba que lá realiza os dois desfiles das escolas do Grupo Especial, no domingo e segunda-feira de carnaval. À Liesa cabe também fiscalizar a utilização dos espaços passíveis de publicidade, a venda de ingressos e toda a organização do evento.

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