Rio começa a projetar o primeiro surfódromo do Brasil

A Fundação Rio-Águas e a Coordenação dos Programas em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) assinaram hoje um convênio para o estudo de viabilidade do primeiro surfódromo do Brasil. Com a construção de um fundo artificial na Praia da Macumba, na zona oeste do Rio, os engenheiros da Coppe esperam criar ondas perfeitas para a prática do surfe. A intervenção inédita poderá até triplicar a altura das ondas na praia, reduto de surfistas cariocas. Se os estudos técnicos e de impacto ambiental derem bons resultados, a praia ganhará um bloco de concreto no formato de um tronco de pirâmide capaz de precipitar a quebra da onda e sua conseqüente arrebentação no modo tubular. Atualmente, as ondas na Praia da Macumba quebram-se por inteiro, no formato caixote, e ficam entre 1 e 2 metros de altura.Ondas de meio metro poderão alcançar 1,5 metro de altura e de 1 metro, o dobro. Além de mais alta, a onda formaria, a partir do pico, duas raias com extensão prolongada em cerca de 300 metros, aumentando o tempo para as manobras dos surfistas. Sem poder alterar os regimes de maré ou os ventos, os engenheiros do Programa de Engenharia Ocêanica da Coppeobservaram que a formação irregular do fundo de paraísos do surfe, como Pipeline, no Havaí, propicia ondas melhores. ?Essa é a primeira iniciativa desse tipo no mundo. Não temos a pretensão de criar ondas gigantes, até porque o tamanho não é o mais importante. Vamos garantir o equilíbrio entre o ideal para os surfistas e para quem vai se banhar?, disse a professora Enise Valentini, coordenadora do projeto.

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