Rio comemora programa que tira crianças e pedintes das ruas

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), avaliou hoje que está funcionando bem a parceria dos governos municipal e estadual no programa "Zona Sul Legal", que prevê retirada de mendigos e crianças abandonadas das ruas. No entanto, ele alertou que não se deve criar "expectativa falsa de curto prazo". Segundo Maia, o desafio principal é evitar que as pessoas voltem às ruas. "Não é uma questão de estalar o dedo, porque se estala o dedo em Copacabana, outro bairro vai receber as pessoas. Tem que fazer de maneira que os programas sejam inclusivos", disse Maia. Segundo ele, não é possível "criar um cartão postal de um lado e um cartão postal negativo no outro". De acordo com os cálculos do prefeito, há um grupo de cerca de 300 crianças que vivem nas ruas do Rio de Janeiro, mas há ainda uma outra população de meninos e meninas que não são "visíveis", pois perambulam pelas vielas das favelas onde moram. Números da polícia revelam que 80% dos menores nas ruas da cidade são da Baixada Fluminense. A prefeitura pretende assinar, até setembro, um convênio com o Banco Mundial para o programa "Educação Infantil para Todos", com financiamento do US$ 100 milhões para aumentar a oferta de vagas nas creches e escolas para crianças de 0 a 5 anos. Maia também pediu apoio das empresas para ingressar no programa "Emprego Solidário", que prevê a oferta de vagas para os ex-morador de rua. "Até agora, 100 pessoas foram contratadas. Se cada empresa contratar uma pessoa, sem demitir outra, podemos chegar a um resultado muito positivo", afirmou.

Agencia Estado,

23 Junho 2003 | 18h34

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