Rio cria unidade antiterrorismo

O governo do Rio de Janeiro decidiu criar uma unidade antiterrorismo, para se antecipar a "eventuais conseqüências causadas pelo conturbado cenário internacional", conforme nota oficial divulgada hoje. A unidade funcionará no âmbito da secretaria de Segurança e será comandada pelo tenente-coronel PM Paulo Cesar Amêndola.A criação da unidade foi anunciada no mesmo fim de semana em que foram encontrados dois artefatos feitos de papel, areia e pequenos tubos, simulando uma bomba, uma no Aterro do Flamengo e outra no interior de um ônibus em São Cristóvão. O secretário de Segurança, Josias Quintal, informou que não vê, em princípio, relação entre os casos das duas "bombas artesanais".Na avaliação do secretário, os autores dos artefatos pretendiam "causar inquietação". "O Brasil não tem uma tradição de atentados promovidos por terroristas. Tivemos no passado o caso da carta-bomba endereçada à OAB e do Riocentro, que foram episódios isolados", concluiu.Segundo a secretaria de Segurança, a nova unidade vai trocar experiências e informações sobre terrorismo, como identificação dos grupos, sua composição, ideologia, origem, modo de agir e área de atuação. A unidade funcionará no prédio da secretaria de Segurança e ficará agregada à coordenadoria-geral de Controle de Contigências (CGCOM). A coordenadoria foi criada há seis meses com a finalidade de gerenciar crises, com a ocorrência de seqüestros com reféns.

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