Rio de Janeiro contabiliza 44 mortes em cinco dias

O Rio de Janeiro contabiliza 44 mortes nos primeiros cinco dias de fevereiro, segundo contagem feita pelo site Rio Body Count, que tem como base notícias da imprensa e relatos de colaboradores. Apesar de a Secretaria de Segurança Pública do Estado não ter divulgado números oficiais, somente no fim de semana foram oito pessoas mortas pela violência no Rio. No início da madrugada desta segunda-feira, o policial militar Moisés da Silva Coelho, de 26 anos, foi seqüestrado e morto por assaltantes no bairro de Cordovil, na zona norte da capital fluminense. Ele estava com um amigo, o soldado identificado como Jorge Antonio de Araújo, de 37 anos, que foi encontrado morto com vários tiros, na Avenida Brasil, na Penha. Na tarde de domingo, um menino de seis anos morreu ao ser atingido por um tiro disparado supostamente por um bandido, ainda não identificado. O caso também aconteceu na região da Penha, na zona norte do Rio. Iago Silva brincava na porta de sua casa, na Favela do Cruzeiro, quando foi atingido na cabeça. De acordo com informações dos moradores da favela, não ocorria nenhuma operação policial no local no momento em que Iago foi baleado. Confrontos Dois confrontos entre grupos criminosos fortemente armados no fim de semana deixaram cinco mortos (três deles policiais) e dez feridos e levaram a Polícia Militar a ocupar as favelas Vila Juaniza, na Ilha do Governador, e Cidade Alta, em Cordovil, na zona norte do Rio. Na Juaniza, quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas num tiroteio na noite de sábado, que, segundo a PM, envolveu duas facções criminosas rivais -o Comando Vermelho e o Terceiro Comando. Na Cidade Alta, pelo menos nove pessoas foram baleadas, entre elas um policial. No domingo, também houve tiroteio no local. Moradores denunciaram a ação na favela de uma milícia (grupo paramilitar que expulsa o tráfico e cobra por proteção). Também suspeita-se da ação de paramilitares na Ilha. De acordo com a polícia, a Vila Juaniza foi invadida por um bando armado, chefiado por Marcelo Soares de Medeiros, o Marcelo PQD do Terceiro Comando. Segundo a Polícia Civil, será apurada denúncia de moradores de que a invasão no local foi precedida por uma ocupação da favela, na madrugada de sábado, por uma milícia. O ataque aconteceu quando boa parte dos moradores acompanhava um show do cantor Elymar Santos. Moradores relataram que cem homens encapuzados formavam a milícia, que teria tido o apoio de um caveirão (veículo blindado da PM), para abrir caminho para o ataque.

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 08h38

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