Rio: detidos acusados por cárcere privado

Seis funcionários foram demitidos anteontem do Carrefour de Jacarepaguá, zona oeste, por causa do episódio em que duas mulheres foram entregues a traficantes da favela Cidade de Deus, por seguranças da loja, depois de terem sido apanhadas furtando frascos de protetor solar. A decisão da direção da multinacional francesa foi tomada depois que o perito criminalista Mauro Ricart comprovou, em laudo produzido a pedido da empresa, ter havido edição na fita que registra a movimentação do supermercado naquele dia. As investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Orlando Zacconi, da 41ª DP.O contrato com o diretor da loja, Joaquim Antonio de Almeida da Silva foi rescindido, sob a alegação de descumprimento das normas estabelecidas pela direção do Carrefour. Além dele, foram demitidos os fiscais José Luís Ferreira e Flávio Augusto Grachet, o gerente Tadeu Luís Mendonça Pinto e os funcionários José Marcelo da Silva Lisboa e Dalto Rodrigues de Andrade. Os fiscais e o gerente estão presos.Andréia Cristina dos Santos, de 30 anos, e Geni Ribeiro Barbosa, de 37, foram detidas ilegalmente pelos fiscais da loja e seriam queimadas vivas pelos traficantes da região. As duas seriam punidas pelo furto de protetores solares. O crime ocorreu no dia 27 de janeiro. Geni chegou a ser levada até a favela e foi torturada pelos bandidos. Ela só foi solta porque Andréia, que conseguiu escapar da loja, chamou a polícia. Os seguranças foram presos em flagrante, sob a acusação de cárcere privado.

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