Rio discute segurança em reunião de cúpula nesta terça-feira

O ataque à turista japonesa Yoshiko Migoshi na noite de sexta-feira e o registro de 19 assaltos a turistas no fim de semana - três vezes a mais do que a média - abriram uma crise na área de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, o subchefe da Polícia Civil, José Renato Torres, anunciou que a Secretaria de Segurança vai rever a estratégia de policiamento na orla e pontos turísticos. Uma reunião entre o secretário interino Marcelo Itagiba, comandantes de batalhões da zona sul, policiais da Delegacia de Atendimento Especial ao Turista (Deat) e delegacias especializadas está marcada para esta terça. Na pauta, estarão o aumento do policiamento na orla e um trabalho de inteligência para identificar as gangues e seus líderes e estudar o deslocamento dos grupos. "Essa é uma modalidade de criminalidade especial, porque o grupo de criminosos se dilui na praia, eles misturam-se aos banhistas, escolhem as vítimas e só então atacam e depois se separam novamente. Se pegarmos um integrante desse grupo, sentado na areia, ele não pode ser preso". Ainda segundo Torres, os criminosos "têm inteligência". "Eles identificam o P2 (policial disfarçado), sabem onde está o policiamento e conseguem se movimentar", afirmou.De janeiro a agosto, a Deat registrou 841 roubos a turistas - média de três assaltos diários. Torres reconheceu que o fato de algumas câmeras da orla não estarem funcionando dificulta a identificação dos grupos que agem na praia - o assalto à turista japonesa não foi registrado.Para o secretário de Turismo do município, Rubem Medina, "todas as forças" devem participar para garantir a segurança no Rio. "Esse também é um problema do governo federal. Não sei se é o Exército que deve intervir ou a força especial de segurança que o governo está criando. É uma questão emergencial", defendeu.

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