Rio estuda implantação de estações para aluguel de carros elétricos

Ideia, segundo Paes, é semelhante à do sistema de aluguel de bicicletas; projeto já existe em Paris

Tiago Rogero, Estadão.com.br

03 de maio de 2011 | 19h37

RIO - A exemplo de Paris, o Rio de Janeiro estuda a implantação de estações para a locação de carros elétricos. A prefeitura publicou nesta terça-feira no Diário Oficial um chamamento público para que empresas interessadas em participar se manifestem. Enquanto na capital francesa as estações para alugar e recarregar os automóveis devem ser inauguradas até o fim de 2011, no Rio o projeto ainda é embrionário.

 

Segundo o prefeito Eduardo Paes, o objetivo é atrair empresas que possam, neste primeiro momento, planejar a implantação. "Não tenho condições de, dentro da prefeitura, destacar alguém só para isso." Paes disse que, no ano passado, foi procurado em três ocasiões por diferentes empresas propondo o sistema de aluguel de carros elétricos, "mais econômicos e menos danosos ao meio ambiente."

 

A partir desta terça-feira, os interessados têm um prazo de 30 dias para manifestar interesse. Já os projetos devem ser entregues à prefeitura em até seis meses. "Vamos deixar os grupos privados modelando isso, verificando a viabilidade econômica, possibilidade física", disse.

 

A ideia, segundo Paes, é semelhante à do sistema de aluguel de bicicletas, o Pedala Rio, da prefeitura. Também inspirado em um modelo de Paris, o programa, lançado em 2009, chegou a ser suspenso por três meses devido ao desaparecimento de 56 bicicletas em apenas duas semanas. Hoje, opera com escala básica - 60 bicicletas, já foram 150 -, em 19 estações nos bairros de Ipanema, Leblon, Gávea, Copacabana, Leme e Lagoa, todos na zona sul.

 

Em Paris, são cerca de 1.800 estações e 20 mil bicicletas, e o serviço atende também aos 30 municípios dos arredores. Segundo o gerente do Pedala Rio, Leandro Araújo, a Serttel, empresa responsável pela operação do programa, está negociando com a prefeitura a construção de outras 31 estações até o fim do ano. O processo, de acordo com Paes, está "bem encaminhado."

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