Rio ganha novo espaço para a arte sacra

O cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugenio Sales, inaugura hoje, às 17 horas, o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, no subsolo da catedral, no centro da cidade. Seu acervo foi constituído nos quatro séculos da história do Rio, mas formado principalmente depois dos anos 60, quando a liturgia católica mudou e parte do mobiliário, objetos, vestimentas e imagens deixaram de ser usados. Para abrigar o museu, o subsolo da catedral foi reformado e dividido em duas alas, uma para exposição permanente e outra para as mostras temáticas. Haverá também uma oficina de restauração, além de uma sala para abrigar o acervo não exibido. "Trata-se de uma reinauguração, porque o museu funcionou entre 1979, quando a Catedral foi inaugurada, e 1985, quando o fechamos por falta de segurança", ressalta o diretor administrativo do museu, cônego Haroldo Ribeiro. "Até agora tínhamos uma grande reserva técnica, que só era visitada com hora marcada, porque não tínhamos como expor as 4.393 peças registradas sem risco de roubo ou danificação." De acordo com o cônego Ribeiro, a reabertura do local foi conseguida com o patrocínio da Federação Nacional de Seguradoras (Fenaseg).Peças - O acervo tem peças históricas, como a pia batismal da família real brasileira, do fim do século 18, o ramalhete de ouro enviado pelo papa Inocêncio XIII à Princesa Isabel, em agracimento pela Lei Áurea, peças usadas por João Paulo II em suas duas visitas ao Brasil e mobiliário religioso das fazendas do interior do País, doados pelos próprios donos. Há ainda farta documentação sobre a história religiosa da cidade. Um dos planos da administração do museu é organizar exposições contando como se deu a evangelização do Rio.Leia Mais

Agencia Estado,

24 de abril de 2001 | 05h23

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