EFE/ Fernando Maia-RIOTOUR
EFE/ Fernando Maia-RIOTOUR

Rio impede trânsito na orla no dia 31, mas libera quiosques em Copacabana

Qualquer um poderá entrar a pé no bairro; barracas na areia e queima de fogos também estão proibidos

Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 18h56

RIO - Para tentar reduzir a concentração de pessoas e a possível disseminação do coronavírus durante o Réveillon no Rio de Janeiro, neste ano a prefeitura do Rio vai impedir a permanência na areia com barracas, comida e bebida, a queima de fogos, a realização de festas na areia ou no calçadão e o uso de equipamentos de som na orla. Embora o principal foco seja a praia de Copacabana, bairro da zona sul do Rio de Janeiro que promove a mais tradicional festa de Réveillon do Brasil, essas proibições vão vigorar em toda a orla, desde o Flamengo (zona sul) até o Recreio dos Bandeirantes (zona oeste), a maioria desde 0h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro, segundo decreto que a prefeitura anunciou nesta segunda-feira (28).

A circulação de pessoas pela orla, no entanto, só será impedida de carro ou transporte coletivo. O metrô vai funcionar apenas até as 20h do dia 31 de dezembro, e a partir dessa hora também será proibida a entrada de ônibus (mesmo da frota municipal), carros particulares e táxis em todo o bairro de Copacabana. O trajeto dos ônibus será desviado. A entrada de carros ou táxis só será permitida se o ocupante comprovar que mora no bairro, está hospedado em hotel ali situado ou tem convite para evento autorizado em espaço particular do bairro. Também poderá circular de carro ou táxi quem trabalha em Copacabana. Os bloqueios serão feitos nos mesmos pontos onde tradicionalmente ocorrem no Réveillon: na enseada de Botafogo (nas imediações do túnel novo), no túnel velho, no Corte do Cantagalo e na divisa entre Copacabana e Ipanema.

A pé, porém, não haverá nenhuma restrição de circulação. Por isso, quem usar ônibus para chegar até qualquer um dos pontos de bloqueios e depois seguir a pé (como é comum em todo Réveillon) não será barrado. Os quiosques e restaurantes da orla estão autorizados a funcionar normalmente, impedidos apenas de oferecer fundo musical e de promover aglomeração. Se infringirem essas normas, os empresários poderão ser multados em cerca de R$ 15 mil. Pedestres também poderão ser punidos, recebendo multas.

Ambulantes fixos (que mantêm barracas nas praias) poderão trabalhar até as 20h do dia 30 de dezembro. Eles estão impedidos de atuar no dia 31 e podem retomar o trabalho às 6h do dia 1º de janeiro. Ambulantes móveis regularizados poderão trabalhar a qualquer hora.

“Suspendemos a concessão de licença provisória para qualquer evento de entretenimento a partir da publicação do decreto até as 6h do dia 1º de janeiro. Só podem realizar festas aqueles estabelecimentos que já têm alvará permanente que autorize a promoção desse tipo de evento. Assim, hotéis cujo alvará já autoriza a realização de festas poderão realizar comemorações, respeitando as regras de ouro (conjunto de medidas em vigor desde março, como exigência do uso de máscaras e álcool gel e a necessidade de distanciamento social)”, disse Flávio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária municipal.

A prefeitura afirma que está fiscalizando previamente a realização de festas de Réveillon com cobrança de ingresso e não autorizadas. Durante a noite do dia 31 e madrugada do dia 1º também haverá fiscalização, diz a administração. A prefeitura não quis informar o número de agentes mobilizados nas diversas frentes de atuação ligadas ao Réveillon.

“As medidas que estamos divulgando são uma tentativa de mitigar o problema, mas o grande recado que o poder público dá às pessoas é: fiquem em casa e façam comemorações com o mínimo de pessoas. Estamos em uma situação especial, não é hora de se aglomerar”, recomendou Alexandre Cardeman, chefe executivo do Centro de Operações Rio (COR), órgão da prefeitura.

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