Rio implanta esquema de policiamento na Linha Vermelha

Começou a ser implantado na manhã desta segunda-feira, 15, o novo esquema de policiamento da Linha Vermelha e de outras vias perigosas da cidade do Rio, como forma de dar mais segurança a cariocas e turistas. A reportagem percorreu parte dos mais de 37 quilômetros de vias que agora fazem parte do Módulo Operacional das Vias Expressas (Move) e constatou que mais policiais estavam nas áreas consideradas críticas. O trajeto foi feito durante a tarde. Até às 18 horas não havia sido registrado nenhum confronto com criminosos. Os carros da PM que eram usados no patrulhamento da Linha Vermelha foram trocados por modelos novos. Um grupo de cerca de 260 policiais cobrirão, de acordo com a PM, dois eixos: um que vai da Rodovia Presidente Dutra, passando pela Linha Vermelha inteira e chegando à entrada do Túnel Rebouças (que liga a zona norte à zona sul), e outro que começa no Elevado da Perimetral e termina no Aterro do Flamengo. O coronel Ricardo Pacheco, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), inspecionou na tarde desta segunda o modelo e disse que estava tudo conforme planejado. Mas ressalvou que poderá haver mudanças ao longo dos dias. "Nada é definitivo. A idéia é termos um comando próprio na Linha Vermelha, que irá avaliar a necessidade de eventuais deslocamentos", explicou. O coronel afirmou que, em alguns pontos, o objetivo é dar visibilidade ao policiamento; em outros, é dar mobilidade aos Pms. O reforço foi anunciado na semana passada, depois de sucessivos casos de assaltos e tiroteios na Linha Vermelha e em outros trechos agora integrados ao Move. Entre eles, o ataque a um grupo de turistas croatas e alemães que havia acabado de aterrissar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, em 4 de janeiro, e o roubo do carro da presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, que havia chegado à Base Aérea do Galeão, em 7 de dezembro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.