Rio: Implosão de Elevado danifica prédio do TJ na zona portuária

Imóvel ficou com vidraças quebradas e três andares alagados; não houve dano estrutural

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2013 | 18h17

RIO - A implosão do Elevado da Perimetral, importante viaduto de acesso ao centro do Rio, no domingo, 24, deixou vidraças quebradas e três andares alagados na Vara de Infância, Juventude e do Idoso, a zona portuária. A lateral do prédio está virada para a Avenida Rodrigues Alves, que fica sob a Perimetral, e o órgão é o único prédio ativo ao longo do 1,05 quilômetro do Elevado que foi implodido. Não houve dano estrutural.

Aproximadamente 20 vidros ficaram quebrados, portas e janelas ficaram empenadas, descargas e vasos sanitários de um banheiro do terceiro andar foram danificados o que causou alagamento do terceiro andar ao térreo.

De acordo com o diretor administrativo da Vara, Jorge Assunção, as avarias foram causadas pelo deslocamento de ar durante a implosão e algumas janelas chegaram a ser deslocadas do eixo. O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) arcou com os custos de emergência para eliminar os vazamentos, mas que a concessionária iria ressarci-los.

Assunção também informou que não foi feita vistoria da Defesa Civil após a implosão neste domingo - o cronograma da detonação feito pela concessionária Porto Novo previa a vistoria imediata dos imóveis que estavam em um raio de 150 metros do Elevado.

No entanto, a Defesa Civil afirmou que fez as vistorias neste domingo, 24, logo após a implosão em todos os imóveis da região antes de liberar o acesso. Nesta segunda-feira, 25, foi realizada nova vistoria nos prédios da Vara da Infância e Juventude e da Auditoria Militar.

A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) também precisou fazer reparos na tubulação que foi atingida pela detonação. De acordo com a concessionária, não houve desabastecimento em nenhum bairro da cidade.

Demolição. Em apenas cinco segundos, parte do Elevado da Perimetral, que demorou cerca de 20 anos para ficar completamente pronto, veio a baixo no domingo, 24. O trecho entre a Avenida Professor Pereira Reis e a Rua Silvino Montenegro foi implodido como parte das obras de revitalização da zona portuária. A limpeza da área começou nesta segunda-feira, 25.

No início de 2014, o trecho entre a Rodoviária Novo Rio e a Avenida Professor Pereira Reis, com pouco mais de 700 metros, também será demolido.

Reciclagem. As vigas de aço corten que sustentavam a estrutura foram arrematadas pela empresa Metral na quinta-feira, 21, por R$ 4,8 milhões. A empresa terá até 80 dias para retirar o material. O concreto e o asfalto da Perimetral serão usados em obras de infraestrutura na região portuária.

De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdrup), assim que a limpeza for concluída começarão as obras de infraestrutura para interligar a Avenida Rodrigues Alves ao sistema de tratamento de esgoto, deságue da drenagem de água e emboque do túnel da Via Binário. A previsão é que as obras sejam concluídas até dezembro de 2015.

Transporte. Com a implosão, a concessionária CCR Barcas registrou aumento de 19% (41 mil passageiros) na procura pelo meio de transporte na manhã desta segunda-feira, 25.

Tudo o que sabemos sobre:
implosãoperimetral

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.