Rio investiga rompimento de barreiras contra gigogas

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente instaurou inquérito para apurar o rompimento criminoso das barreiras de contenção na Lagoa da Tijuca, que impediam as gigogas - plantas que se reproduzem no esgoto - de chegarem à praia da Barra, na zona oeste do Rio. Desde sábado, a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) retirou mais de nove toneladas da planta, que estava espalhada pela praia.O presidente da Serla, Ícaro Moreno Júnior, prometeu que uma nova barreira, muito mais difícil de cortar, será instalada em 20 dias: "Vai ser uma chapa de aço única, com uma parte móvel por onde passarão os barcos", disse ele.Na noite de domingo, 23, a polícia prendeu em flagrante o suposto pescador Luiz Carlos Zanon, cortando uma das cinco barreiras de contenção. Ele se identificou como presidente da colônia de pescadores da Ilha da Gigóia. O presidente da Colônia Z-13, no entanto, que pesca na região, viu a fotografia do suspeito, mas não o reconheceu como pescador. Zanon foi indiciado por dano ao patrimônio público na 16ª Delegacia de Polícia, pagou fiança e foi liberado. Se a Delegacia de Meio Ambiente comprovar a sabotagem, ele poderá responder também por crime ambiental. Alguns especialistas dizem que as gigogas se desenvolvem nas altas temperaturas, mas o recente avanço das plantas neste outono pode ser uma prova de que as gigogas não precisam tanto do calor, mas, sim, do esgoto para se desenvolver."Há um esforço para contê-las, para que não cheguem à praia. Por enquanto, a solução paliativa seria essa. E paralelamente, um processo de longa duração, para que realmente pare o lançamento de esgoto nessas lagoas", afirmou o professor da UFRJ Vinicius Farjala.A Cedae informou que, até dezembro, todos os bairros da baixada de Jacarepaguá, menos o Recreio dos Bandeirantes, estarão com o esgoto tratado e lançado a cinco quilômetros da costa. E depois desse prazo, a quantidade de gigogas deve diminuir.

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