Rio lança projeto de bairro exclusivo para vítimas de enchentes

Condomínio terá 3,4 mil unidades habitacionais e será construído em terreno comprado da Light; empreendimento vai custar cerca de R$ 200 milhões

Agência Brasil

20 de abril de 2010 | 15h12

 

RIO - A prefeitura do Rio lançou nesta terça-feira, 20, o projeto de um condomínio com 3,4 mil unidades habitacionais para os desabrigados das enchentes que atingiram o município no mês de abril. O local fica na região de Benfica, na zona norte, e vai se chamar Bairro Carioca.

 

O terreno, de 122 mil metros quadrados, em frente à estação de metrô de Triagem, foi comprado da concessionária de energia elétrica Light pelo valor de R$ 15 milhões. O empreendimento vai custar cerca de R$ 200 milhões - R$ 150 milhões serão custeados pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e o restante, pela prefeitura.

 

Serão construídos 170 edifícios de cinco andares sem elevador, divididos em dez condomínios. Cada apartamento terá cerca de 42 metros quadrados e dois quartos.

 

Eduardo Paes disse que as obras começam ainda nesta semana e que os novos moradores não vão precisar pagar pelos imóveis. A ideia é criar um bairro modelo na região.

 

"A gente quer criar um bairro diferenciado na cidade, com infraestrutura. Estamos falando de uma área que fica a cinco minutos do centro, do lado do metrô, de várias escolas já existentes, vários shoppings. Não estamos jogando as pessoas lá para longe em lugares sem infraestrutura", disse o prefeito.

 

Além dos apartamentos, serão construídas três escolas, duas creches, três praças, um clube com piscinas e quadras poliesportivas, um posto de policiamento comunitário e uma Clínica da Família para atender aos cerca de 13,6 mil moradores do futuro bairro.

A previsão da prefeitura é de que o condomínio fique pronto em meados do ano que vem. Enquanto isso, as cerca de 3 mil famílias desabrigadas no município vão contar com a ajuda do aluguel social no valor de R$ 400.

 

Eduardo Paes anunciou a desapropriação de dois terrenos em Curicica, Jacarepaguá, que equivalem a uma área de 415 metros quadrados onde serão construídas mais de 4 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até 3 salários mínimos. "Nossa meta é que num prazo de 18 a 24 meses a gente tenha no Rio de Janeiro entre 10 mil e 12 mil unidades habitacionais para a população de baixa renda", disse o prefeito.

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