Rio: líder do tráfico de drogas na Mangueira é preso no Paraguai

Polegar era um dos quatro traficantes mais procurados pela polícia do Rio; ele será conduzido ao Brasil e deve ficar em um presídio federal

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2011 | 17h04

RIO DE JANEIRO - O traficante Alexander Mendes da Silva, de 37 anos, conhecido como Polegar, foi preso ontem pela polícia do Paraguai na cidade de Pedro Juan Caballero, naquele país. Considerado líder do tráfico de drogas na Mangueira (zona norte do Rio) e um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho, Polegar era um dos quatro traficantes mais procurados pela polícia no Rio, ao lado de criminosos conhecidos como FB, Matemático e Pezão.

Condenado a 16 anos de prisão por tráfico, ele estava foragido desde 14 de setembro de 2009, quando deixou a Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica (zona norte do Rio), após conseguir autorização para cumprir pena em regime semi-aberto. Ele deveria voltar às 22h daquele dia, mas nunca mais apareceu. Polegar estava preso desde 3 de janeiro de 2002, quando foi detido em Fortaleza.

Segundo a secretaria estadual de Segurança do Rio, Polegar se escondia no complexo do Alemão (zona norte) e fugiu de lá em novembro, quando o Exército ocupou a área. Ontem ele foi abordado pela polícia paraguaia quando trafegava com um veículo Kia Cadenza que havia acabado de comprar. Aos policiais Polegar apresentou um documento de identidade falso em nome de José Targino da Silva. A polícia brasileira foi consultada e havia um mandado de prisão contra Silva. Ele foi encaminhado à delegacia e então identificado com o nome verdadeiro. Na cidade paraguaia foram apreendidos o Kia e uma camionete Toyota Hilux registrados em seu nome.

Polegar será conduzido ao Brasil e deve ficar em um presídio federal. A secretaria de Segurança do Rio afirmou que pedirá à Justiça que ele não permaneça no Estado. Até a noite de ontem, porém, Polegar continuava no Paraguai.

Uma das principais ações criminosas de Polegar ocorreu em 2001, quando ele usou um caminhão para destruir uma parede da Polinter, divisão de capturas da Polícia Civil do Rio, e permitir a fuga de 14 presos. A Justiça já declarou indisponíveis cinco imóveis registrados em nome do traficante, entre eles um apartamento triplex em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

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