Rio limita cadeiras em praias e proíbe venda de alimentos

Objetivo, segundo a prefeitura da cidade, é padronizar e organizar as praias; comerciantes reclamam

Priscila Trindade, da Central de Notícias,

11 Janeiro 2010 | 15h55

Banhistas aproveitam o forte calor no Rio na Praia de Copacabana, zona sul

 

Selo-Verao

SÃO PAULO - A Prefeitura do Rio limitou o número de cadeiras e guarda-sóis alugados nas praias do Arpoador, Ipanema e Leblon, na zona sul da cidade, além de proibir a venda de bebidas e alimentos preparados no meio da rua. Desde o dia 8 de dezembro, quando a Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) passou a fiscalizar as três praias, ficou proibido a venda de produtos manuseados de forma irregular.

 

Os mais "combatidos" pelo alto risco de contaminação são o queijo coalho, camarão frito, limonada e caipirinha. Com a nova regra, alguns banhistas levam comida de casa.

 

Outra medida que desagrada os comerciantes é a limitação no número de cadeiras e guarda-sóis que agora está definido em 80 e 40, respectivamente, por barraca. A ideia da Prefeitura é de padronizar as praias cariocas. A Seop ressaltou que o raio da operação será ampliado futuramente, passando a valer em todas as praias do Rio.

 

Apreensão

 

Entre sábado e domingo, dias 9 e 10, a operação Choque de Ordem na Praia apreendeu 43 cadeiras e 23 guarda-sóis alugados por ambulantes fora dos padrões definidos pela Prefeitura na extensão da orla, desde Copacabana até a Barra da Tijuca. Durante a ação, também foram recolhidas quatro bandejas de queijo coalho e duas de camarão frito.

 

Em Ipanema, os fiscais flagraram um ambulante preparando mate e limonada no meio da rua. A bebida era preparada com água da bica, segundo informou a Seop. Assim que percebeu a presença dos fiscais, o vendedor fugiu com o galão.

 

Na fiscalização também foram rebocados 296 veículos estacionados de forma irregular.

Mais conteúdo sobre:
Verão 2010 Choque de Ordem Rio praia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.