Rio: máquinas darão lugar aos cães farejadores nas buscas às vítimas

Objetivo é não danificar mais os cadáveres e evitar que algum seja descartado com o entulho; acredita-se que há no máximo mais cinco ou seis corpos sob os escombros

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

28 Janeiro 2012 | 04h33

SÃO PAULO - Em entrevista coletiva concedida na madrugada deste sábado, 28, após o encontro do 17º corpo sob os escombros dos três prédios que desabaram na última quarta-feira, 25, no centro do Rio, o coronel Sérgio Simões, comandante dos Bombeiros e secretário estadual de Defesa Civil, afirmou que será necessário cessar momentaneamente o trabalho pesado feito pelas máquinas na retirada do entulho que ficou acumulado no local. O objetivo é que nenhum corpo seja levado junto com o entulho ou que os cadáveres não sofram mais danos.

 

Segundo o coronel, o fato de alguns corpos terem sido encontrados no local próximo de onde era o fosso do prédio de 20 andares não indica que as pessoas tenham conseguido descer todos os pavimentos e estavam no andar térreo, pois, se assim fosse, elas teriam saído do prédio. "A laje do subsolo se rompeu e levou tudo junto", disse Simões. Os cães farejadores iniciarão o trabalho durante a manhã deste sábado. "Vamos dar um tempo, pois o cheiro que exala dos corpos está forte e fica fácil confundir", acrescentou.

 

Sérgio Simões ainda afirmou que a expectativa era de que as buscas terminassem no máximo até a manhã de domingo, 29, mas ela não existe mais, pois o trabalho agora será minucioso, sem as máquinas. "Foram suspensos os trabalhos de descarte de entulho por enquanto. Não encontramos ainda o número de corpos que imaginávamos que poderíamos encontrar até este momento. O trabalho será mais minucioso e precisamos revirar todo esse monte de entulho", disse.

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