Rio monta esquema de segurança. Desta vez para o Natal

Os cariocas verão policiais a cavalo e outros acompanhados de cães no centro da cidade nos próximos dias para aumentar a segurança das compras de Natal. É o que prometeu nesta quarta o comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Hudson de Aguiar Miranda. Depois dos conflitos entre traficantes que alteraram a rotina da cidade nas últimas semanas, o coronel anunciou um plano especial de segurança para dezembro.Miranda afirmou que a PM fará pelo menos três grandes operações este mês com o objetivo de apreender armas e drogas. "Vamos mobilizar toda a PM, usando todos os seus recursos e ferramentas para trazer maior segurança para a nossa população durante as festas de fim de ano", disse o coronel, que também determinou a intensificação do policiamento motorizado em todos os batalhões da cidade e o recrutamento de policiais que prestam serviços administrativos para o trabalho nas ruas.A polícia montada, o grupamento de motocicletas e os homens da companhia de cães atuarão nas avenidas Rio Branco, Presidente Vargas e nos arredores do camelódromo da Rua Uruguaiana e das ruas de comércio popular da Saara. Segundo Miranda, serão montados cercos em pontos específicos para sufocar a movimentação dos traficantes. Homens do Batalhão Florestal farão uma devassa nas matas em torno das favelas da zona sul, do Cosme Velho à Rocinha. Helicópteros aumentarão a patrulha aérea e barcos atuarão na Baía de Guanabara e na orla da zona sul.Força Nacional - O secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, esclareceu que o envio da Força Nacional, que está no Espírito Santo, não foi cogitado nas recentes reuniões entre os governos federal e estadual. Ele, que deve ser efetivado no cargo com a nomeação de Anthony Garotinho para a secretaria de Governo e Coordenação, disse que nada mudará na condução da segurança, mas demonstrou que seu passado como superintendente da Polícia Federal ajudará na aproximação com o governo federal.Mudando o tom dado por Garotinho em agosto, quando criticou e recusou enviar PMs do Rio para o curso de preparação da Força Nacional sob o argumento de que precisava deles para aumentar o policiamento nas ruas, Itagiba disse que "o Rio não é contra a Força Nacional, apenas esperou pela sua constituição legal". Ele também defendeu que a força seja empregada em operações na fronteira do Rio com outros estados, como São Paulo, por onde passa a maior parte da droga que chega ao Estado.Itagiba afirmou que o convite para que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio treine os homens da Força Nacional servirá para que os integrantes conheçam as especificidades do Rio e é um sinal de que a cooperação com o governo federal caminha bem. "Ninguém nesse Estado é o maior defensor da integração dos esforços do que eu. O Rio de Janeiro não rejeita nenhum apoio e trabalhará integrado com todas as forças que forem necessárias para o combate ao crime".

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